Agricultura Agro
Você conhece o greening? Doença sem cura tem primeiro caso registrado no RS
Considerada a doença mais grave da citricultura mundial, o greening não tem cura e acende alerta para produtores após confirmação do primeiro foco no Rio Grande do Sul.
11/06/2026 10h53 Atualizada há 9 horas
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província
(Foto: Agência FAPESP)

O Ministério da Agricultura confirmou nesta semana o primeiro caso de greening no Rio Grande do Sul. A doença foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, no Norte do Estado, e mobiliza autoridades sanitárias devido ao alto potencial de disseminação.

Mas afinal, o que é o greening?

Também conhecido como HLB (Huanglongbing), o greening é uma doença bacteriana que ataca plantas cítricas, como laranjeiras, limoeiros e tangerineiras. A enfermidade é considerada a mais destrutiva da citricultura mundial e não possui cura.

COMO A DOENÇA É TRANSMITIDA

A transmissão ocorre principalmente pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), um pequeno inseto que se alimenta da seiva das plantas. Ao entrar em contato com uma planta contaminada, ele pode adquirir a bactéria e transmiti-la para outras plantas sadias.

Segundo o Ministério da Agricultura, a disseminação também pode ocorrer por meio do transporte de mudas contaminadas. O vetor é capaz de adquirir e transmitir a bactéria rapidamente, favorecendo a propagação da doença entre pomares.


(Foto: Reprodução Internet)

POR QUE O GREENING PREOCUPA

O principal motivo de preocupação é que não existe cura para plantas infectadas. Quando a doença é confirmada, a recomendação técnica é a eliminação da planta para evitar que a bactéria se espalhe para outras áreas.

Além disso, especialistas alertam que o potencial de disseminação é elevado quando não há controle rápido dos focos e do inseto transmissor.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura já considerava o risco de introdução da doença. O plano de contingência estadual prevê inspeções em um raio de três quilômetros ao redor dos focos, já que o psilídeo pode se deslocar entre um e três quilômetros, especialmente com auxílio do vento.

PRINCIPAIS SINTOMAS

• Folhas amareladas de forma irregular;
• Frutos pequenos e deformados;
• Frutos que permanecem verdes mesmo quando maduros;
• Queda prematura dos frutos;
• Redução significativa da produção;
• Enfraquecimento gradual da planta.


(Foto: Reprodução internet)

COMO É FEITO O CONTROLE

• Monitoramento constante dos pomares;
• Controle do psilídeo transmissor;
• Uso de mudas certificadas e sadias;
• Eliminação de plantas infectadas.

A confirmação do primeiro caso em Palmitinho acende um alerta para produtores e autoridades. O objetivo agora é impedir que a doença se espalhe para outras áreas produtoras de citros do Estado.


(Foto: CitrusBR)

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