O Ministério da Agricultura confirmou nesta semana o primeiro caso de greening no Rio Grande do Sul. A doença foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, no Norte do Estado, e mobiliza autoridades sanitárias devido ao alto potencial de disseminação.
Mas afinal, o que é o greening?
Também conhecido como HLB (Huanglongbing), o greening é uma doença bacteriana que ataca plantas cítricas, como laranjeiras, limoeiros e tangerineiras. A enfermidade é considerada a mais destrutiva da citricultura mundial e não possui cura.
COMO A DOENÇA É TRANSMITIDA
A transmissão ocorre principalmente pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), um pequeno inseto que se alimenta da seiva das plantas. Ao entrar em contato com uma planta contaminada, ele pode adquirir a bactéria e transmiti-la para outras plantas sadias.
Segundo o Ministério da Agricultura, a disseminação também pode ocorrer por meio do transporte de mudas contaminadas. O vetor é capaz de adquirir e transmitir a bactéria rapidamente, favorecendo a propagação da doença entre pomares.
(Foto: Reprodução Internet)
POR QUE O GREENING PREOCUPA
O principal motivo de preocupação é que não existe cura para plantas infectadas. Quando a doença é confirmada, a recomendação técnica é a eliminação da planta para evitar que a bactéria se espalhe para outras áreas.
Além disso, especialistas alertam que o potencial de disseminação é elevado quando não há controle rápido dos focos e do inseto transmissor.
No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura já considerava o risco de introdução da doença. O plano de contingência estadual prevê inspeções em um raio de três quilômetros ao redor dos focos, já que o psilídeo pode se deslocar entre um e três quilômetros, especialmente com auxílio do vento.
PRINCIPAIS SINTOMAS
• Folhas amareladas de forma irregular;
• Frutos pequenos e deformados;
• Frutos que permanecem verdes mesmo quando maduros;
• Queda prematura dos frutos;
• Redução significativa da produção;
• Enfraquecimento gradual da planta.
(Foto: Reprodução internet)
COMO É FEITO O CONTROLE
• Monitoramento constante dos pomares;
• Controle do psilídeo transmissor;
• Uso de mudas certificadas e sadias;
• Eliminação de plantas infectadas.
A confirmação do primeiro caso em Palmitinho acende um alerta para produtores e autoridades. O objetivo agora é impedir que a doença se espalhe para outras áreas produtoras de citros do Estado.
(Foto: CitrusBR)
■ Notícias no WhatsApp:
Receba as notícias do Site Clic Portela no seu telefone celular! Clique aqui e faça parte do nosso grupo de WhatsApp.