A Justiça Federal condenou um ex-servidor da Caixa Econômica Federal acusado de utilizar recursos de clientes para quitar despesas particulares. O antigo funcionário atuava na agência localizada em Frederico Westphalen e teve a identidade preservada pelas autoridades.
A decisão judicial foi emitida pela 1ª Vara Federal de Erechim e divulgada em 30 de abril. Conforme a sentença, o réu deverá pagar mais de R$ 300 mil entre devolução dos valores desviados e aplicação de multa cível.
De acordo com o processo, o ex-gerente se aproveitava da função exercida e do acesso aos sistemas internos da instituição bancária para alterar movimentações financeiras sem autorização dos correntistas.
As apurações revelaram que o esquema incluía cobranças acima dos encargos corretos e utilização de valores vinculados a contratos de terceiros. Parte do dinheiro, estimada em quase R$ 115 mil, teria sido usada para quitar boletos e despesas pessoais do próprio investigado.
A defesa sustentou ausência de provas suficientes, porém o magistrado responsável pelo caso rejeitou os argumentos apresentados. Na decisão, o juiz destacou a existência de má-fé e apontou que documentos teriam sido destruídos numa tentativa de esconder as irregularidades.
Além da condenação cível, o ex-funcionário — que já havia sido desligado da instituição por justa causa — também responde a investigação criminal pelo crime de peculato, caracterizado pelo desvio ou apropriação de bens por agente público em razão da função exercida.
A decisão ainda pode ser contestada em instâncias superiores. Até o momento, a Caixa Econômica Federal não divulgou posicionamento oficial sobre o caso.
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