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Em manobra, PT e aliados rejeitam mais um relatório e protegem Ministros e PGR
O texto pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR).
16/04/2026 07h51
Por: Andre Eberhardt Fonte: Três Passos News G1, CNN, Terra e JP
(Foto: Arquivo)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator dos trabalhos.
O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4.
O texto pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR).

MANOBRA GOVERNISTA
Tal como aconteceu na CPMI do INSS, em uma manobra para conseguir maioria para rejeitar o parecer, a composição da CPI do Crime Organizado foi alterada horas antes da votação do relatório.
Tal manobra foi patrocinada em conjunto pelo chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação resultou na troca dos senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante) por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA).
Além disso, a senadora governista Soraya Thronicke (PSB-MS), que era suplente, foi designada membro titular.
Com as trocas, a CPI teve maioria para derrotar o relatório proposto por Vieira. Além de Beto Faro e Teresa Leitão, votaram contra o relatório os senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Soraya Thronicke.

INDÍCIOS DE CRIMES
Vieira apontou que há indícios de crimes de responsabilidade por parte do PGR, Paulo Gonet, e dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Na prática, o pedido de indiciamento — desde que fosse aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a uma solicitação de impeachment das quatro autoridades citadas. Esse pedido de impeachment teria que ser apresentado de forma apartada à Mesa do Senado Federal.
Somente o ministro Gilmar Mendes se manifestou sobre a tentativa de indiciamento. Ele publicou uma mensagem nas redes sociais na qual afirma que “CPI não tem ‘base legal’ para pedir indiciamento de ministros do STF”.
Segundo ele, o indiciamento é um ato que cabe exclusivamente à autoridade policial e não se aplica aos crimes de responsabilidade, que seguem um rito próprio, previsto na legislação.

PROTEÇÃO
As duas comissões de inquéritos (INSS e Crime Organizado) terminaram de forma melancólica, principalmente em relação aos interesses dos brasileiros, ambas com relatório rejeitado por aliados do governo Lula. Ambas as rejeições pretenderam proteger nomes ligados ao petista.

OS VOTOS
Votaram contra:
Beto Faro (PT-PA)
Humberto Costa (PT-PE)
Otto Alencar (PSD-BA)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Soraya Thronicke (PSB-MS)
Tereza Leitão (PT-PE)
Votaram a favor
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Eduardo Girão (Novo-CE)
Esperidião Amin (PP-SC)
Magno Malta (PL-ES):
O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), não vota.



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