Especiais Segurança Pública
Polícia Civil encerra mês de combate ao feminicídio com ações em 28 municípios da região
Campanha da 14ª DPRI ampliou presença em escolas, CTGs e entidades, com foco na prevenção e na denúncia.
07/04/2026 10h40
Por: Marcelino Antunes Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo RP / 14ª DPRI - Polícia Civil do Rio Grande do Sul
(Foto: Reprodução / LA+)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, encerrou o mês de março com um balanço positivo das ações de enfrentamento à violência contra a mulher na região. A mobilização percorreu 28 municípios, com foco na conscientização, prevenção ao feminicídio e incentivo à denúncia.

Coordenada pela delegada regional Aline Dequi Palma, a iniciativa levou palestras, orientações e diálogos a diferentes espaços da comunidade.

Presença ampliada em espaços comunitários

Durante o mês, delegados e agentes estiveram em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), escolas e eventos de entidades e órgãos municipais. A estratégia buscou ampliar o alcance das ações e fortalecer a cultura de respeito e proteção à mulher.

“O combate à violência contra a mulher precisava ocupar todos os espaços de convivência”, destacou a delegada, ao enfatizar a importância da participação coletiva.

Prevenção e denúncia como prioridade

Além das atividades educativas, a atuação da Polícia Civil priorizou o acolhimento humanizado das vítimas e a orientação sobre mecanismos legais de proteção, como o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas.

O esforço também visa reverter um cenário preocupante: muitas vítimas de crimes fatais no Estado não possuíam registro policial prévio, o que dificulta a atuação preventiva.

“Nosso objetivo foi salvar vidas. Mostramos que o registro da ocorrência é a ferramenta mais eficaz para que o Estado possa intervir antes que seja tarde”, reforçou Aline Dequi Palma.

Canais de denúncia

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 (Disque-Denúncia) ou em qualquer delegacia da região. A Polícia Civil reforça que a participação da comunidade é fundamental para interromper o ciclo da violência e proteger vidas.

 

 

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