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Impasse sobre futuro de Eduardo Leite permanece até final de março
Leite, palestrante do Tá na Mesa desta quarta, acompanhado do seu vice, Gabriel Souza
18/03/2026 20h04
Por: Andre Eberhardt Fonte: Correio do Povo
(Foto: Camila Cunha)

Os desdobramentos envolvendo o possível destino político do governador Eduardo Leite (PSD) e as suas potenciais consequências terão de esperar até a próxima semana, quando o PSD deverá bater o martelo sobre quem será o candidato do partido na corrida para o Palácio do Planalto – cargo ao qual Leite já se apresentou como pré-candidato.

Se confirmado que está fora do páreo – visto o favoritismo de Ratinho Jr. –, o governador deverá começar a discussão em torno do seu futuro. E, segundo ele, todas as opções estão na mesa. Seja renunciar para concorrer a uma vaga no Senado, seja renunciar para ser candidato a vice em uma chapa nacional ou, até, se manter no cargo para permitir que o seu vice-governador Gabriel Souza (MDB) , candidato à sua sucessão, “faça campanha livremente”.


Questionado se esse período de indecisão não atrapalharia a pré-candidatura do vice-governador, que tem aparecido em desvantagem nos levantamentos, Leite acredita que não, e reforçou: “o único governador reeleito no Rio Grande do Sul não estava no mandato”.

Apesar disso, algumas definições importantes, como os nomes que vão concorrer ao Senado na chapa de Gabriel, ficam na geladeira até que o destino do governador seja selado. Outra escolha que não depende de Leite, mas passa por ele, é o nome que será escolhido para ser candidato a vice-governador ao lado do emedebista. Nos bastidores, crescem os rumores sobre a ida do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e deputado estadual, Ernani Polo, para o PSD. Ele é o principal cotado para a vaga.

“Essa é uma decisão pessoal, se decidir trocar de partido será muito bem-vindo no PSD. Ele (Ernani) tem toda a cara e identidade e a forma de fazer política alinhadas com aquilo que o PSD busca imprimir na política gaúcha. Ou seja: posições firmes, mas com respeito a quem diverge, capacidade de diálogo, com boa interação com os diversos setores da sociedade. Essa é nossa forma de atuação”, disse Leite, que aproveitou, ainda, para dar uma alfinetada ao atual partido do deputado, o PP.

O governador declarou que respeita, mas não entende a decisão do partido de sair do governo e realizar uma aliança com o PL. “Os progressistas foram parceiros importantes e decidiram trilhar um caminho que eu respeito. Lamento que se associem a um projeto que se oponha a muitas das coisas que nós fizemos, inclusive juntos, nesses últimos anos, se associando a uma candidatura que contesta, que ataca, que não consegue apresentar um projeto melhor. Eu não consigo entender a lógica dessa associação”, disse.

Os assuntos envolvendo o pleito de outubro pautaram boa parte da coletiva de imprensa promovida pela Federasul. O governador foi o convidado para o Tá na Mesa desta quarta-feira, onde apresentou um balanço da sua gestão, saudando os feitos de seu governo em diferentes setores, como finanças, saúde e educação. Segundo Leite, os “aspirantes” ao cargo de governador podem “discutir com as palavras, mas não com os números”.

Entre as realizações, Leite destacou os resultados na educação, como o pagamento em dia dos professores, a ampliação do número de estudantes no ensino integral, passando de 5 mil alunos para 50 mil em 2026, e as reformas na infraestrutura escolar, a exemplo das obras no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, e no Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre.



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