Justiça Trânsito Violento
Caminhoneiro é indiciado após colisão em série que deixou feridos em Chapecó
Motorista segue preso e deve responder por tentativa de homicídio com dolo eventual
25/02/2026 14h11
Por: Marcelino Antunes Fonte: Oeste Mais
Acidente ocorreu na avenida Fernando Machado (Foto: Redes sociais)

O motorista da carreta que provocou um acidente envolvendo ao menos 12 veículos em Chapecó foi indiciado pela Polícia Civil. O acidente ocorreu no dia 30 de janeiro, na Avenida Fernando Machado, e deixou dez pessoas feridas.

Conforme o delegado Elder Arruda Chaves, responsável pela região de Chapecó e Xanxerê, o condutor foi indiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco. Ele está preso preventivamente.

Segundo a investigação, a carreta, com placas do Paraná e carregada com madeira laminada, já havia apresentado problemas mecânicos no trecho entre Xaxim e Cordilheira Alta, a cerca de 20 quilômetros de Chapecó. O veículo chegou a pegar fogo na região de Xaxim e estava sem freios. O incêndio foi controlado com auxílio de populares e do Corpo de Bombeiros, mas, mesmo assim, o motorista decidiu seguir viagem.

De forma informal, o condutor relatou que teria parado o veículo próximo à Caixa Econômica Federal, nas proximidades do Shopping Pátio Chapecó, para entrar em contato com o proprietário da carga.

“Ele apresentou uma versão dizendo que parou o caminhão, desligou o veículo e, depois, o caminhão começou a andar”, afirmou o delegado.

Ainda conforme o relato do motorista, ao perceber a movimentação, ele tentou retomar o controle do caminhão.

“Ele disse que tentou ligar o caminhão novamente, mas não conseguiu êxito nessa situação e acabou colidindo com esses veículos”, completou.

A carreta seguia no mesmo sentido dos demais veículos quando acabou atingindo todos na parte traseira. O condutor testou negativo para ingestão de álcool, conforme a investigação.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que deverá decidir se oferece denúncia à Justiça ou se solicita novas diligências.

(Foto: Redes sociais)

 

 

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