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Correios começam a vender imóveis abandonados para conter crise financeira
Correios começam a vender imóveis abandonados para conter crise financeira
09/02/2026 10h41
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província com informações Meio News
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os Correios iniciaram a venda de imóveis como parte de seu plano de reestruturação, que visa ajudar a superar a grave crise financeira enfrentada pela estatal. De acordo com comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (6), a expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até o final de 2026.

A primeira fase da estratégia está focada na venda de imóveis ociosos. Ao todo, serão disponibilizados 21 imóveis, que incluem prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os primeiros leilões ocorrerão nos dias 12 e 26 de fevereiro, por meio de certames digitais, abertos tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Imóveis deteriorados e oportunidades de investimento

A lista com os 21 imóveis à venda pode ser consultada no site dos Correios. Entre os imóveis, há opções em condições precárias, como um prédio comercial no Centro de São Paulo, próximo à região onde a Cracolândia funcionou por anos. As fotos do local mostram instalações abandonadas, com lixo acumulado nas lajes e fachada pichada. O lance inicial para esse imóvel é de R$ 7 milhões.

Outros imóveis à venda são salões comerciais de rua em cidades do interior, que sofreram com o tempo em que permaneceram desocupados, com valores iniciais a partir de R$ 16 mil.

Por outro lado, há também oportunidades que devem atrair investidores e empresários. Entre os destaques está um prédio comercial de oito andares em Belo Horizonte, localizado no bairro Floresta, com lance inicial de R$ 8,3 milhões. Outro imóvel em destaque é um apartamento residencial na Barra, um dos bairros mais valorizados de Salvador, com lance inicial de R$ 524 mil.

Patrimônio imobiliário e plano de reestruturação

Atualmente, os Correios possuem cerca de 2,3 mil imóveis espalhados pelo Brasil, incluindo lojas, centros de distribuição e escritórios, que fazem parte da estrutura de sua vasta rede de entrega de correspondências e mercadorias. Desse total, entre 60 e 70 unidades estão ociosas.

Em seu comunicado, a direção da estatal reafirmou que continua focada na implementação de seu plano de reestruturação, que inclui ações coordenadas de curto, médio e longo prazos. O objetivo é restaurar o equilíbrio econômico-financeiro, melhorar a eficiência operacional e garantir um futuro sustentável para uma das mais importantes empresas públicas do país.

 





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