A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) divulgou os dados consolidados sobre a violência contra a mulher entre janeiro e novembro de 2025. O balanço aponta redução nas ocorrências na Região Celeiro, em comparação com o mesmo período de 2024, com 122 registros a menos.
Foram 663 casos contabilizados em 2025, frente a 785 no ano anterior, confirmando uma tendência de queda. Um dado considerado positivo é a ausência de feminicídios, tanto tentados quanto consumados. Ainda assim, os números seguem relevantes: 21 casos de estupro, 435 ameaças, que continuam sendo a forma mais comum de violência, e 207 registros de lesão corporal.
Apesar do cenário geral de redução, novembro apresentou aumento nas ocorrências em relação aos quatro meses anteriores, quebrando a sequência de estabilidade observada no período.
Municípios acima da média
Nove municípios ultrapassaram a média regional de 9,08 casos por mil mulheres. Em ordem decrescente, aparecem Miraguaí, Braga, Tenente Portela, Sede Nova, Coronel Bicaco, Redentora, Chiapetta, Derrubadas e Três Passos.
Em números absolutos, Três Passos lidera com 118 registros, sendo 83 de ameaças. No entanto, na análise proporcional, Miraguaí ocupa a primeira posição, com 20,27 casos por mil mulheres, seguido por Braga, com 15,38. A presença de Derrubadas acima da média regional ocorre pela primeira vez, chamando a atenção das autoridades.
Alerta em Miraguaí e Braga
Mesmo com a melhora regional, Miraguaí e Braga acendem um sinal de alerta. Por serem municípios de pequeno porte, as taxas elevadas de violência proporcionalmente são consideradas preocupantes. O cenário reforça a necessidade de ações imediatas, com políticas públicas e sociais voltadas à prevenção e ao acolhimento das vítimas, para evitar que a tendência de queda seja revertida.
Metodologia regional
Devido à baixa densidade populacional, a SSP-RS adotou uma metodologia específica para a região. Diferentemente do padrão estadual, que utiliza a proporção por 100 mil habitantes, os dados da Região Celeiro são calculados com base em mil mulheres, permitindo uma leitura mais fiel da realidade local.