O vereador Luciano Berta, manifestou preocupação com a decisão do Executivo de conceder pagamentos adicionais ao secretariado, classificando a medida como imoral, apesar de reconhecer sua legalidade. Segundo Berta, a decisão de conceder ou não esses valores é prerrogativa do prefeito, e o Legislativo não pode interferir diretamente em projetos originados pelo Executivo.
O vereador destacou que, do ponto de vista jurídico, não há irregularidade na ação, uma vez que a Justiça chegou a conceder liminar favorável ao prefeito. No entanto, ele questiona a moralidade de pagar R$ 8.300 por mês aos secretários, especialmente considerando que a alteração de benefícios como a cesta básica resultaria em valores muito menores, entre R$ 150 e R$ 200.
Berta reforçou que a crítica não se refere à legalidade da medida, mas à ética administrativa. Para ele, é problemático que o prefeito priorize gratificações para um grupo que já recebe salários elevados, enquanto mudanças nos benefícios teriam impacto financeiro mínimo.
A discussão reflete a tensão entre Executivo e Legislativo sobre a gestão de recursos e a percepção pública sobre o uso de verbas municipais, especialmente em contextos de restrições orçamentárias.