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Tenente Portela entre os maiores gastos com diárias na Região Celeiro
Câmaras de Vereadores já consumiram mais de R$ 2 milhões em diárias, locomoção e cursos em apenas oito meses de 2025. Redentora lidera ranking.
13/10/2025 10h30
Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província- Com informações Observador Regional

Entre janeiro e agosto de 2025, os 21 Legislativos Municipais da Região Celeiro, no Rio Grande do Sul, empenharam R$ 2.027.411,10 em diárias, deslocamentos e cursos de capacitação.

Os dados, obtidos nos portais de transparência das Câmaras, apontam a seguinte divisão dos gastos:

Embora os valores estejam dentro da legalidade, chamam atenção diante da realidade orçamentária limitada da maioria dos municípios, que enfrentam dificuldades na prestação de serviços básicos.

Redentora assume a liderança e Tenente Portela fica entre os que mais gastaram

O Legislativo de Redentora ultrapassou Tenente Portela e passou a liderar o ranking de gastos da região em 2025, com R$ 240.769,61 empenhados até agosto:

No outro extremo, Vista Gaúcha foi a Câmara mais econômica, com R$ 14.260,00 gastos no mesmo período — quase 17 vezes menos.

O mês de maio concentrou o maior volume de despesas, com R$ 347.081,17, enquanto junho teve o menor registro, com R$ 189.960,81.

Legislativo supera Executivo em diárias em três cidades

O levantamento revela ainda um dado incomum: em três municípios, as Câmaras gastaram mais com diárias que as próprias prefeituras, mesmo com estrutura administrativa muito menor.

Na Região Celeiro, os Legislativos contam com 191 vereadores e equipes reduzidas, o que evidencia o contraste nos gastos.

Especialistas reforçam que, apesar de legais, essas despesas devem ser analisadas com base na proporcionalidade, moralidade e transparência, especialmente em contextos de crise fiscal e cobrança por gestão eficiente.




Entre números e representatividade

Mais do que valores, os dados expõem o comportamento político e administrativo das Câmaras Municipais. A ausência de relatórios claros, notas fiscais anexadas e justificativas das atividades realizadas enfraquece o controle social e abre espaço para questionamentos — tanto sobre possíveis abusos quanto sobre a insuficiência de coberturas legítimas.

Em um momento de exigência por responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, a sociedade espera que seus representantes ajam com coerência, zelo e compromisso com a realidade dos cidadãos.