Um trágico acidente ocorrido na madrugada de 11 de maio, em Rondinha, no Noroeste do Rio Grande do Sul, trouxe à tona um dado alarmante: o motorista do carro envolvido, Cauã de Oliveira dos Santos, de 21 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ele e mais três passageiros morreram após colidirem contra um ônibus na ERS-404.
O caso escancara uma estatística crescente e preocupante no estado. Segundo dados recentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), 31% dos acidentes com morte registrados entre janeiro e setembro de 2025 no Rio Grande do Sul envolveram motoristas ou motociclistas sem habilitação — o maior índice para o período nos últimos seis anos.
No total, foram 1.096 acidentes fatais registrados até setembro. Destes, 342 contaram com a participação de condutores não habilitados. O aumento é de 15% em relação ao mesmo período de 2024. Nos últimos seis anos, já são 1.526 mortes ligadas à condução irregular.
O Detran-RS destaca que a falta de habilitação não significa, necessariamente, que o motorista tenha sido o causador do acidente, mas reforça que dirigir sem CNH é uma infração grave e um fator de risco significativo nas estatísticas de trânsito.
O tema ganhou repercussão nacional após o presidente Lula apoiar a proposta do Ministério dos Transportes que prevê o fim da obrigatoriedade das aulas de autoescola para obtenção da CNH, medida que visa reduzir os custos do processo e, com isso, diminuir o número estimado de 20 milhões de condutores irregulares no país.