Foi inaugurada nesta segunda-feira (15), em Minas do Leão, na Região Carbonífera, a primeira usina do Rio Grande do Sul capaz de transformar lixo doméstico em biometano — um gás renovável que pode substituir o gás natural em veículos, indústrias e geração de energia.
O empreendimento, batizado de Biometano Sul, é o primeiro do Estado localizado dentro de um aterro sanitário e resulta de uma parceria entre a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) e a Arpoador Energia, sob o grupo Solví. A usina tem capacidade para gerar o equivalente a 12,5 mil botijões de gás por dia, aproveitando resíduos de quase 100 municípios, incluindo Porto Alegre.
Com a presença do governador Eduardo Leite e outras autoridades, o lançamento da unidade foi celebrado como um avanço estratégico e ambiental. A expectativa é de que a operação evite a emissão de cerca de 1 milhão de toneladas de gases de efeito estufa nos próximos 15 anos — o mesmo que poluentes gerados anualmente por uma cidade de médio porte.
Além de reduzir o impacto ambiental, o projeto também diminui a dependência do gás importado via Brasil-Bolívia, fortalecendo a autonomia energética do Estado.
A planta é a primeira de cinco previstas em unidades da CRVR no RS. A próxima será em São Leopoldo, com mais R$ 100 milhões de investimento. A meta é ambiciosa: até 2030, produzir 250 mil metros cúbicos de biometano por dia — o equivalente a 10% do consumo atual de gás natural no Estado.