Apesar da previsão de uma safra menor no Brasil, os preços do trigo seguem baixos. A Conab estima uma colheita de 7,54 milhões de toneladas em 2025 — 4,5% menor que em 2024 — reflexo da redução de área plantada e das dificuldades no Rio Grande do Sul.
Ainda assim, não há sinais de melhora nos preços ao produtor. O principal motivo é a forte presença do trigo argentino no mercado brasileiro. De janeiro a agosto, 77% das importações — 3,2 milhões de toneladas — vieram da Argentina, que tem estoques elevados e câmbio favorável.
Segundo Jonathan Pinheiro, da StoneX, a paridade de importação pressiona os preços internos. “Se o trigo nacional fica mais caro, a indústria compra na Argentina”, resume. A oferta global também segue elevada, mantendo os preços baixos no mercado internacional.