O falecimento do vereador Bolivar José Della Libera, ocorrido no dia 23 de julho de 2025, trouxe uma situação atípica à Câmara de Vereadores do município de Braga, na Região Celeiro do Rio Grande do Sul. O parlamentar integrava a bancada do Partido Progressistas (PP), que contava com três cadeiras na composição do Legislativo municipal. No entanto, a legenda não possui suplentes registrados para assumir a vaga deixada por Bolivar.
Diante da ausência de suplentes, o presidente da Câmara de Vereadores deverá emitir, nesta segunda-feira (28), um documento oficial com base no Regimento Interno da Casa, declarando vaga a cadeira anteriormente ocupada pelo parlamentar. O comunicado será enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), que será responsável por deliberar sobre o procedimento a ser adotado.
A Lei Orgânica do Município de Braga prevê que, em caso de vacância e ausência de suplente, deve ser realizada nova eleição para preenchimento da vaga, quando faltarem mais de 15 meses para o término do mantado – o que é o caso, tendo em vista que a atual legislatura iniciou-se em janeiro e perdura até o final de 2028.
Até que o TRE se manifeste, a Câmara de Braga passará a atuar com oito vereadores, e o quórum das sessões será ajustado proporcionalmente ao novo número de integrantes. A situação é considerada incomum e levanta questionamentos sobre a representatividade partidária e os mecanismos de substituição em caso de ausência de suplentes.
A morte de Bolivar José Della Libera representa não apenas uma perda política e humana para o município, mas também desencadeia uma série de implicações legais e regimentais que devem ser acompanhadas de perto pela comunidade e pelas autoridades eleitorais.