Geral Maria Da Penha
Região Celeiro registra queda de 20% nos casos de violência contra a mulher no início de 2025
Dado contrasta com estabilidade no restante do RS; Tenente Portela lidera em número de ocorrências e Miraguaí tem maior taxa proporcional.
26/06/2025 08h27
Por: Marcelino Antunes Fonte: Observador Regional
(Foto: Reprodução)

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) divulgou recentemente os dados consolidados da violência contra a mulher, com base na Lei Maria da Penha, registrados entre janeiro e maio de 2025. A Região Celeiro se destacou com uma expressiva redução nos índices, contrariando a tendência de estabilidade observada em outras partes do estado.

Conforme o levantamento, foram registrados 305 casos na região nos primeiros cinco meses deste ano, contra 377 no mesmo período de 2024 — uma redução de aproximadamente 20%. Essa é a queda mais significativa desde 2023, reforçando sinais de avanço nas ações de combate à violência de gênero na região.

Entre os dados mais relevantes, destaca-se a ausência de tentativas de feminicídio, tanto consumadas quanto tentadas. Já os estupros somaram onze ocorrências, sendo quatro apenas no mês de maio. As ameaças continuam sendo o principal tipo de violência, com 201 registros, seguidas por 93 casos de lesão corporal.

O município de Tenente Portela lidera em número absoluto de ocorrências, com 52 casos — destes, 40 foram de ameaça. No entanto, quando analisada a taxa proporcional por mil habitantes (sexo feminino), Miraguaí apresenta o índice mais elevado, com 9,46 casos, seguido por Braga (7,38) e Tenente Portela (6,97).

A média regional ficou 4,11 e oito municípios ficaram a cima da mesma: Além de Miraguaí, Braga e Tenente Portela, segue na ordem, Coronel Bicaco, Redentora, Chiapetta, São Martinho e Campo Novo.

A metodologia de cálculo foi adaptada pela SSP-RS devido à baixa densidade populacional da Região Celeiro, utilizando-se a média por mil habitantes (sexo feminino) em vez do padrão estadual de 100 mil, permitindo uma leitura mais realista da situação local.

Apesar da queda geral nos registros, o cenário ainda inspira cuidados, especialmente em municípios com altas taxas proporcionais.

A SSP-RS reforça o compromisso de seguir monitorando os dados e apoiando iniciativas locais que promovam a proteção e os direitos das mulheres.