Cidades Tenente Portela
Prefeito Sala veta mudanças nos nomes da Praça Tenente Bins e do Ginásio Municipal
Com os vetos, os projetos retornam à Câmara de Vereadores, que poderá mantê-los ou tentar derrubá-los, exigindo para isso maioria qualificada dos votos.
04/06/2025 13h55
Por: Rafael Piasecki Fonte: Fonte: Jornal Província
Foto: Rafael Piasecki

O prefeito de Tenente Portela, Rosemar Antônio Sala, vetou dois projetos aprovados por unanimidade na Câmara de Vereadores que propunham a mudança dos nomes da Praça Tenente Bins e do Centro Esportivo Municipal Miraguai.

As propostas previam que os locais passassem a se chamar, respectivamente, Praça Padre Antônio Busatto e Ginásio Professor Tiago Rodrigues.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 4 de junho, o prefeito apresentou as justificativas para os vetos aos Projetos de Lei nº 08/2025 e nº 04/2025.

Ambos foram aprovados com votos favoráveis até mesmo de vereadores da base aliada, o que gerou surpresa no Executivo.

A proposta mais polêmica foi a troca de nome da Praça Tenente Bins. O prefeito Sala destacou quatro motivos principais para vetar o projeto.

O primeiro é o respeito à memória histórica, uma vez que a denominação atual remonta a 1942, anterior à emancipação do município, e carrega simbolismo relacionado à Coluna Prestes e à formação da identidade local, associando-se a nomes como Tenente Bins, Tenente Portela e Luís Carlos Prestes.

O segundo argumento foi a ausência de consulta pública, considerada essencial para alterações que envolvem patrimônios simbólicos da cidade.

O terceiro ponto apontado foi o impacto financeiro para o poder público, que recentemente realizou obras de revitalização na praça com base na atual nomenclatura.

Por fim, o prefeito ressaltou os transtornos sociais e burocráticos que a mudança traria para moradores e comerciantes da área, como a necessidade de alterar documentos, registros oficiais, licenças e outorgas federais.

Quanto à proposta de renomear o ginásio municipal, Sala também apontou a inexistência de consulta pública, além de questões relacionadas à inconstitucionalidade, legalidade e impacto financeiro da medida.

Com os vetos, os projetos retornam à Câmara de Vereadores, que poderá mantê-los ou tentar derrubá-los, exigindo para isso maioria qualificada dos votos.