O jovem Eliedson Claudino Sales, de 22 anos, foi a vítima de um homicídio registrado neste final de semana na Terra Indígena do Guarita, interior de Redentora. Conforme informações preliminares, o crime teve início após uma briga em um bar localizado no Setor Umbá. O que parecia ser apenas uma discussão entre indígenas acabou evoluindo para uma emboscada violenta.
Segundo apurações, Eliedson foi surpreendido por seus agressores em uma estrada que leva ao Setor Mato Queimado. Ali, ele teria sido apedrejado até a morte. Em seguida, os criminosos transportaram o corpo até o Rio Irapuá — nas proximidades de uma ponte que liga os setores Bananeiras e São João, ainda dentro da reserva indígena — onde mutilaram a vítima, amputando uma das mãos e os dois pés, antes de arremessar o corpo nas águas do rio numa tentativa de ocultar o crime.
Horas depois, já no início da noite, partes do corpo de Eliedson — especificamente uma mão e os pés — foram localizadas por lideranças indígenas em um cemitério situado no Setor Estiva, a cerca de 15 quilômetros de distância do ponto onde o corpo principal foi encontrado.
A pronta atuação das lideranças indígenas locais foi fundamental tanto para a localização dos restos mortais quanto para a identificação preliminar dos possíveis autores do crime. A Polícia Civil e a Brigada Militar foram acionadas e, com o apoio da comunidade, seguem com as diligências para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.
As investigações estão em andamento e o caso gera comoção entre os moradores da Terra Indígena do Guarita, que lamentam profundamente a violência extrema ocorrida em seu território.