Na última semana, nos dias 13 e 14 de fevereiro, no Fórum da Comarca de Coronel Bicaco, durante o júri do caso Daiane Griá Sales, que resultou na condenação do réu a mais de 36 anos de prisão, outro fato merece destaque.
Roselaine Kaingang, foi intérprete de várias das testemunhas, uma vez que algumas delas, tinham dificuldade de falar a língua portuguesa. Roselaine, então, ouvia as perguntas feitas MP ou defesa, traduzia para as testemunhas, que respondiam no idioma kaingang, e a intérprete traduzia de volta para o português, facilitando assim a comunicação entre as partes.
Isso foi considerado um avanço muito importante para a garantia dos direitos humanos, acessibilidade e respeito às vidas indígenas. "Seguimos avançando, onde as mulheres indígenas estão marcando e firmando garantias com seus corpos territórios!", diz um comunicado do Grupo GT Guarita pela Vida.