Ao deixarem as dependências do Fórum da Comarca de Coronel Bicaco, na tarde desta sexta-feira (14/2), as promotoras de Justiça, Jaquiline Liz Staub e Lúcia Helena Callegari, foram recepcionadas e festejadas por familiares e amigos de Daiane Griá Sales, além de integrantes do GT Guarita pela Vida.
As duas representantes do Ministério Público (MP-RS) ganharam abraços, elogios e palavras de agradecimento. Na pose para fotos, elas usaram acessórios típicos da cultura kaingang.
A promotora Jaquiline Liz Staub é a titular do Ministério Público em Coronel Bicaco. Já a promotora Lúcia Helena Callegari, integra o Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MP-RS e foi designada para atuar no caso.
Condenação do réu
Após dois dias de julgamento, o acusado pela morte de Daiane Griá Sales foi sentenciado a 36 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele permaneceu preso durante o processo judicial.
A pena é resultado dos crimes de homicídio qualificado (questão de gênero em si – feminicídio – e ainda por motivo torpe, fútil, dissimulação e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e estupro de vulnerável.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima foi estrangulada e morreu por consequência da asfixia. Segundo a investigação, a adolescente de 14 anos foi assassinada no dia 1º de agosto de 2021, numa lavoura no interior de Redentora. O corpo estava em um matagal e foi encontrado por um agricultor.
Daiane Griá Sales era moradora da Terra Indígena do Guarita.
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