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05/09/2018 ás 17h03

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Município da Região Celeiro tem mais eleitores do que habitantes
Levantamento utilizou a estimativa populacional do IBGE e os registros no TSE
Município da Região Celeiro tem mais eleitores do que habitantes
Bom Progresso tem 1.987 moradores e 2.074 eleitores (Foto: Divulgação/ASCOM Bom Progresso)

Com base nas estimativas populacionais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) constatou que em 308 localidades do Brasil o número de eleitores é maior que o de habitantes. Grande parte dos municípios onde ocorre essa inversão está situada em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, e são considerados de pequeno porte.


O site Clic Portela verificou que na Região Celeiro apenas um município tem mais eleitores do que moradores. Conforme a estimativa populacional do IBGE, Bom Progresso possui 1.987 habitantes e o número de votantes aptos chega a 2.074.


No país existem 146,8 milhões de eleitores, o que representa 70,4% da população brasileira, que é de 208,5 milhões. De acordo com a mais recente estimativa populacional do IBGE, a Região Celeiro, formada por 21 municípios, soma 138.325 residentes. Deste montante, 106.726 (77%) são eleitores aptos a votar no pleito do próximo mês de outubro.


O município com o menor número de eleitores é também o menor do país em moradores. Serra da Saudade, em Minas Gerais, tem 786 votantes e uma população de 941 pessoas. O menor eleitorado da Região Celeiro fica em Inhacorá: 2.009. Já o maior eleitorado entre os 21 municípios pertence a Três Passos: 17.394.



Análise:


O levantamento da CNM, baseado nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destaca que as diferenças ocorrem pela distinção entre os domicílios eleitoral e civil, o que permite que um cidadão resida em uma cidade e vote em outra. A Confederação também constatou que a concentração de eleitores em locais com maior atividade econômica e a migração frequente de grupos populacionais, como ciganos e assentados, também contribui para a diferença.


– Morar numa cidade e votar na outra é possível, não é fraude. Não tem má-fé aí. São várias situações. São todos municípios de pequeno porte – enfatizou o presidente da CNM, Glademir Aroldi. Ele disse que há situações em que os jovens saem para estudar em outras cidades, mas mantêm o domicílio eleitoral no município de origem. – Há muitas cidades litorâneas onde a pessoa acaba adquirindo imóvel, mas reside e trabalha em outra, e com o tempo transferiu o título pra lá também – observa Glademir Aroldi.

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