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31/07/2020 ás 08h27 - atualizada em 31/07/2020 ás 16h16

Eduardo Sarvadori

Tenente Portela / RS

Pesquisa mostra que auxílio emergencial elevou em 24% a renda pré-pandemia
Segundo o estudo, dado destaca a pobreza e a desigualdade no país
Pesquisa mostra que auxílio emergencial elevou em 24% a renda pré-pandemia
Dados são do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

As pessoas que recebem o auxílio emergencial, pago pelo Governo Federal durante a pandemia de coronavírus (Covid-19), tiveram seus rendimentos aumentados em 24% em relação ao que recebiam usualmente antes da pandemia. Os dados, divulgados na sexta-feira (30/07), são do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 


O impacto do auxílio emergencial é maior no caso dos empregados informais, cuja elevação de renda proporcionada pelo dinheiro extra chegou a 50%, passando de uma média de R$ 1.344,00 (pré-pandemia) para R$ 2.016,00.


– Para aqueles que receberam o auxílio emergencial, o acréscimo de renda mais do que compensou, pelo menos até o momento, as perdas de renda derivadas da crise. Isso não significa que o auxílio emergencial seja excessivo, mas sim, que o nível de pobreza e desigualdade do Brasil é muito alto – destaca o texto do estudo. 


O levantamento mostra que alguns profissionais foram mais afetados pela pandemia, como cabeleireiros e manicures, que perderam, sem levar em conta o auxílio emergencial, 42% da renda usual. Vendedor ambulante (-38%), motorista (-36%), vendedor a domicílio (-33%), e artesão, costureiro e sapateiro (-33%), também tiveram quedas acentuadas em seus rendimentos. 


De acordo com o estudo, o auxílio emergencial já foi pago a cerca de 64 milhões de brasileiros, de um total de 104 milhões de solicitações. – O número de pessoas que solicitaram o auxílio mostra que o volume de recursos do Bolsa Família pode não ser suficiente. Existe uma parcela da população que é bastante vulnerável, que não está sendo atendida – destacou o coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, e um dos autores do estudo, Lauro Gonzalez.


– São pessoas que não são pobres suficientemente para estarem no Bolsa Família, mas que são pobres também, estão sujeitas aos efeitos negativos de choques, como esse que a gente teve na pandemia. Um mecanismo mais adequado [para corrigir isso] seria alguma coisa na linha de uma renda básica, abrangendo um número maior de pessoas – acrescentou o coordenador.


O levantamento foi feito com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid-19) realizada em junho de 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


Benefício:


O benefício foi criado pelo Governo Federal para tentar reduzir os efeitos negativos na economia causados pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou o mundo a suspender diversos setores da atividade econômica. O auxílio emergencial é destinado a trabalhadores informais, Microempreendedores Individuais (MEIs), autônomos, desempregados e famílias integrantes do programa Bolsa Família. A parcela é R$ 600,00 ou de R$ 1,2 mil, para mães solteiras.


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FONTE: Agência Brasil

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