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30/06/2020 ás 22h20 - atualizada em 30/06/2020 ás 22h22

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Vacina da Universidade de Oxford contra o Covid-19 pode ser distribuída ainda este ano
Afirmação é de Maria Augusta Bernardini, diretora médica do grupo Astrazeneca
Vacina da Universidade de Oxford contra o Covid-19 pode ser distribuída ainda este ano
Vacina está atualmente na fase três de testes (Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha)

A vacina contra o coronavírus (Covid-19), desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, com testes no Brasil, poderá ficar disponível à população ainda este ano. A afirmação foi feita por Maria Augusta Bernardini, diretora médica do grupo farmacêutico Astrazeneca. O grupo anglo-sueco participa das pesquisas da instituição inglesa em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


– Esperamos ter dados preliminares quanto à eficácia real já disponíveis em torno de outubro ou novembro – disse Maria Augusta Bernardini. Segundo ela, apesar de os voluntários serem acompanhados por um ano, existe a possibilidade de distribuir a vacina à população antes deste período.


– Vamos sim analisar, em conjunto com as entidades regulatórias mundiais, se podemos ter uma autorização de registro em caráter de exceção, um registro condicionado, para que a gente possa disponibilizar a população antes de ter uma finalização completa dos estudos – acrescentou a diretora médica, destacando que os prazos podem mudar de acordo com a evolução dos estudos.


Segundo ela, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tem se mostrado disposta a colaborar. A vacina está atualmente na fase três de testes. Isso significa, de acordo a UNIFESP, que a vacina se encontra entre os estágios mais avançados de desenvolvimento. O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar os testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no país.


– O Brasil é um grande foco de crescimento, de mortalidade, o que nos coloca como ambiente propício para demonstrar o potencial efeito de uma vacina. Para isso precisamos ter o vírus circulante na população e esse é o cenário que estamos vivendo – disse Maria Augusta Bernardini.


A diretora médica da Astrazeneca também destacou que a atuação de pesquisadores brasileiros em Oxford e sua reputação foi outro fator influenciador para trazer a pesquisa para o Brasil. – Isso fortaleceu a imagem da reputação científica do Brasil, além de facilitar, trazer com agilidade o estudo em termos de execução – finalizou Maria Augusta Bernardini.


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FONTE: Agência Brasil

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