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Polícia l Trânsito

29/06/2020 ás 18h00

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Caso Rafael: Polícia Civil deve indiciar mãe por homicídio doloso
Mulher de 33 anos teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias
Caso Rafael: Polícia Civil deve indiciar mãe por homicídio doloso
Alexandra Dougokenski mudou a versão que vinha sustentando desde que confessou o crime no final do mês passado (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Após novo depoimento de Alexandra Dougokenski, concedido no sábado (27/06) à Polícia Civil, a investigação da morte de Rafael Mateus Winques, 11 anos, deve ser encaminhada para homicídio doloso, quando há intenção de matar. A mulher de 33 anos mudou a versão que vinha sustentando até então, de que não teve intenção de assassinar o filho. O crime ocorreu na madrugada de 15 de maio, em Planalto.


– O inquérito tem robustez de provas suficientes para indiciá-la por homicídio doloso. Essa confissão vem confirmar exatamente o que estávamos detectando – disse o diretor de Investigações do Departamento de Homicídios, Eibert Moreira Neto, em coletiva de imprensa após o depoimento de Alexandra Dougokenski.


O delegado afirmou que a Polícia Civil descartou a participação de mais uma pessoa no crime. Segundo ele, a investigação aponta que a mãe era uma pessoa extremamente perfeccionista e metódica, que gostava de dominar a situação com os filhos e as pessoas do convívio dela.


– Tudo aquilo que saía da normalidade, que corria fora das regras estabelecidas por ela, se tornava uma situação de extremo incômodo. Detectamos isso especialmente no dia da reprodução simulada dos fatos, observando o comportamento dela. Quando nos demos conta de que a conduta dela era essa, focamos a investigação no comportamento dela – revelou Eibert Moreira Neto.


De acordo com a Polícia Civil, o inquérito policial será finalizado nos próximos dias.


– Nossa prova é robusta, nós fizemos um levantamento muito preciso da conduta dela. Isso estava nos levando para a conclusão da motivação. Com isso, nós encerramos esse trabalho. O inquérito continua tramitando. Nós tivemos uma mudança de patrocínio da defesa durante o procedimento. Agora, novos patrocinadores irão ingressar nos autos e farão suas manifestações no sentido de dar o acompanhamento ao inquérito policial – complementou o delegado.


Sobre os novos patrocinadores, Eibert Moreira Neto se referia à troca de defesa de Alexandra Dougokenski. O advogado Jean Severo deixou o caso durante o depoimento e ela optou pela Defensoria Pública.


Na segunda-feira (22/06), a mulher teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias.


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FONTE: Gaúcha ZH

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