OUÇA 100,7 AO VIVO
Terça, 14 de julho de 2020
55 3551 1200 I Jornal - 55 3551 1121 I CNPJ: 03.043.551/0001-20
Especiais

26/06/2020 ás 16h20

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Preço da carne no RS sobe até 40% durante a pandemia
Filé mignon foi o único a sofrer queda (4,38%) desde o início da pandemia
Preço da carne no RS sobe até 40% durante a pandemia
Coordenador do órgão que realizou a pesquisa diz que o gaúcho seguiu fazendo churrasco mesmo com a pandemia (Foto: Diones Roberto Becker)

Levantamento do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPRO), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), indica que nove dos dez cortes analisados tiveram elevação nos preços entre 31 de março e 24 de junho. A pesquisa leva em consideração o valor médio encontrado em açougues, casas de carnes e supermercados. 


A maior valorização no período é verificada na costela, com elevação de 40,69%. O coordenador do NESPRO, Júlio Barcellos, explica que o corte passou a ser uma alternativa para o consumidor de variedades mais caras. Além disso, a valorização no preço do boi gordo no Estado, no Uruguai e no Brasil central, principais produtores da carne consumida pelos gaúchos, também contribui para a alta generalizada da carne vermelha.


– Mesmo com o distanciamento social, o gaúcho seguiu fazendo churrasco. Mas houve uma migração de cortes como picanha e entrecot para a costela. Por isso, ela foi a que mais aumentou – analisa Júlio Barcellos.


A alcatra também teve variação expressiva, de 11,65%. Segundo o coordenador do NESPRO, a variedade vem sendo mais procurada como uma alternativa para o dia a dia, já que muitas pessoas deixaram de comer na rua e começaram a cozinhar em casa durante o distanciamento social. Paralelamente, outros cortes já vinham com patamar elevado de preço, na esteira da valorização do boi gordo, e tiveram reajustes menores: maminha (5,88%), picanha (1,31%), contra filé (2%), entrecot (1,87%) e vazio (0,22%). Por outro lado, o filé mignon foi o único a sofrer queda, de 4,38% desde o início da pandemia.


O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), Antônio Cesa Longo, explica que a perda de renda de parte da população durante a crise gerada pela pandemia acaba influenciando a procura por determinados tipos de carnes. É o caso da carne moída de segunda, que subiu 12,7% desde março.


– Com a alta nos preços do frango e dos suínos, a carne moída de segunda acabou virando uma opção para muitos consumidores – afirma o presidente da AGAS.


O NESPRO estima que os preços das carnes tenham atingido o teto, diante do contexto de crise econômica desencadeada pela pandemia. A expectativa é que haja recuo nos cortes a partir da segunda quinzena de julho.


Notícias no WhatsApp:


Receba as notícias do Site Clic Portela no seu telefone celular? Clique aqui e faça parte do nosso grupo de WhatsApp.

FONTE: Gaúcha ZH

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2020 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium