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31/05/2020 ás 00h31 - atualizada em 31/05/2020 ás 00h57

Jonas Martins

Tenente Portela / RS

Caso Rafael: Delegado diz que ainda tem perguntas que precisam de respostas
O Diretor do Departamento de Polícia do Interior foi entrevistado no Programa Tribuna Popular
Caso Rafael: Delegado diz que ainda tem perguntas que precisam de respostas
Delegado Joerberth Nunes afirmou que aguardará o resultado dos laudos periciais antes de fazer o pedido (Foto: Félix Zucco / Agencia RBS)

O delegado Joeberth Pinto Nunes, diretor do Departamento de Polícia do Interior, participou do programa Tribuna Popular, deste sábado, 30, onde comentou sobre o trabalho de investigação do caso Rafael Mateus Winkes, assassinado pela própria mãe, Alexandra Goudokenski, na cidade de Planalto.


Segundo a autoridade policial, esse tipo de crime choca a sociedade e deixa até mesmo os policiais, acostumados com investigações complexas, perplexos. O delegado disse que como todos são pais de família, é preciso agir com muita técnica para diferenciar o sentimento humano do trabalho que precisa ser feito.


Joerberth Nunes, disse que desde o momento em que o desaparecimento foi comunicado na Polícia Civil, na sexta-feira, dia 15, pela manhã, foi feito um trabalho diuturno na intenção de localizar o menino de 11 anos.


Os esforços iniciais da investigação era pela busca do menino com vida, já que nada apontava para um crime de homicídio. Nenhum indicio ou comportamento prévio poderia indica que um crime, da natureza que foi, tinha ocorrido. O delegado disse que todos os depoimentos colhidos e informações levantadas apontavam que mãe e filho tinham uma boa relação. Ele chegou a citar uma carta em que o menino Rafael havia escrito para a mãe que ela era sua fortaleza.


A mãe só passou a ser tratada como suspeita, com mais ênfase, pelos policiais que investigavam o caso, por causa de algumas inconsistências que ela estava apresentando em seu comportamento. Segundo o delegado, nas redes sociais e nas entrevistas ela era uma pessoa muito diferente daquela que os polícias estavam interrogando e com quem estavam convivendo.


O depoimento da segunda-feira, 25, já era voltado para tentar descobrir se a mãe tinha algo a ver com o desaparecimento do menino Rafael. Foi um interrogatório longo que começou por volta das 10 horas da manhã e que a mãe somente confessou que havia cometido o crime por volta das 17 horas.


Segundo o delegado a versão da mãe naquele depoimento, e até aqui sustentado nos posteriores, é de que ela não teve a intenção de matar a criança e que o havia medicado porque ele estava muito agitado e que no meio da noite foi até o quarto e verificou que ele estava morto e então decidiu esconder o corpo na casa vizinha, onde ele foi encontrado.


O delegado afirmou que o corpo foi encontrado enrolado em um lençol e que estava coberto por alguns retalhos, dentro de uma caixa de papelão. Esses retalhos já estavam na caixa. Joerberth Nunes disse ainda que o corpo estava cuidadosamente ajeitado dentro da caixa.


Ele afirma que a perícia vai apontar alguns pontos que são fundamentais para a investigação. O primeiro é o dia da morte e o segundo a causa. O delegado disse, na entrevista, que o corpo de Rafael apresentava ferimentos externos e que esses ferimentos podem indicar contradição na versão apresentada pela mãe. Entre os ferimentos estaria o estrangulamento mecânico do menino, possivelmente causado por um fio.


Sobre a participação de outras pessoas no crime, o delegado disse que a Polícia Civil trabalha com todas as possibilidades e até que a investigação acabe, todos estão no rol de investigados. Perguntado especificamente sobre a mãe de Alexandra e avó de Rafael, o Delegado disse que até o momento o depoimento dela é condizente com as provas e informações colhidas pela investigação.


O delegado afirmou que uma reconstituição do caso deverá ser realizada na intenção de reproduzir o crime e confrontar algumas questões relacionadas a atuação da mãe como autora. A data ainda não está marcada, uma vez que a Polícia Civil ainda aguarda o resultado de diversos exames periciais que estão sendo realizados.


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FONTE: Rádio Província

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Blog/coluna Programa Tribuna Popular, apresentado pelo Jornalista Jalmo Fornari há 30 anos é uma referência em rádio jornalismo na metade norte do Rio Grande do Sul. O programa é transmitido pela emissora nos sábados das 12:40hs às 14:00hs. O Jornal Província também tradicionalmente traz uma página com o nome de Tribuna Popular com assuntos da semana. Neste espaço você acompanha um resumo das principais entrevistas do programa.
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