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28/05/2020 ás 10h01 - atualizada em 28/05/2020 ás 15h49

Eduardo Sarvadori

Tenente Portela / RS

Quem receber auxílio de R$ 600,00 pode ter que devolver em 2021
Terão que devolver integralmente o recurso em 2021, os beneficiários que receberem durante 2020 mais que o limite de isenção do Imposto de Renda
Quem receber auxílio de R$ 600,00 pode ter que devolver em 2021
Terão que devolver integralmente o recurso, inclusive o de dependentes, os beneficiários que receberem durante 2020 mais que o limite de isenção do IR (Foto: Reprodução)

O Senado Federal alterou a lei que criou o auxílio emergencial de R$ 600,00 e agora quem receber o benefício deverá devolver o dinheiro em 2021, caso se recupere financeiramente ao longo do ano. A mudança foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. 


De acordo com a alteração da lei, terão que devolver integralmente o recurso, inclusive o de dependentes, os beneficiários que receberem durante 2020 mais que o limite de isenção do Imposto de Renda (IR). As parcelas do auxílio não são consideradas para cálculo da renda. 


Desta forma, quem receber mais do que R$ 28.559,70 ao longo deste ano inteiro, valor limite não atualizado desde 2015, que exime da obrigação de pagar o IR, contando salário, aposentadoria e aluguéis, por exemplo, deverá reembolsar o valor integral que adquiriu do auxílio emergencial. 


A Receita Federal afirmou que ainda está em estudo como a medida será operacionalizada. Isso porque a pessoa que terminar o ano de 2020 com renda superior não terá que pagar somente o valor do auxílio que recebeu, mas também o valor correspondente ao Imposto de Renda. 


Como a lei foi alterada:


Publicada em 02 de abril, a lei que criou o auxílio emergencial determina que qualquer um que tenha recebido mais que R$ 28.559,70 em 2018 não pode receber o auxílio. O que impossibilita que cidadãos que tinham uma certa renda desde dois anos atrás tenham direito de receber. 


Porém, o senador Esperidião Amin (PP-SC), relator do texto final, que culminou na alteração da devolução do dinheiro, e em matéria do Uol, afirmou que depois que a primeira parcela dos R$ 600,00 já estava sendo paga, a Câmara dos Deputados e Senado aprovaram um projeto para acabar com esse critério do limite. 


Contudo, em compensação, os parlamentos adicionaram a obrigação de devolver o dinheiro se o beneficiário terminar 2020 com renda acima do limite de isenção do IR. Conforme o senador,  existia um acordo com o Governo Federal para aprovar as duas mudanças em conjunto, que indicariam um critério mais justo para analisar quem tem direito às parcelas de R$ 600,00 ou R$ 1.200,00, no caso de mulheres chefe de família. 


O que aconteceu, ainda de acordo com Esperidião Amin, é que o governo aprovou somente a parte que lhe interessava. Ou seja, com o poder de veto, o presidente Jair Bolsonaro, além de manter o critério que exclui pessoas por causa da renda de 2018, também sancionou a medida que exige a devolução do auxílio para quem se recuperar ao longo de 2020.


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FONTE: Edital Concursos Brasil

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