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14/02/2020 ás 15h20 - atualizada em 14/02/2020 ás 15h23

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Brasil abre o ano de 2020 com 61,3 milhões de inadimplentes
Montante equivale a pouco mais de 39% da população adulta brasileira
Brasil abre o ano de 2020 com 61,3 milhões de inadimplentes
Volume de consumidores com contas em atraso cresceu 1,38% em janeiro deste ano na comparação com igual período de 2019 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de consumidores com contas em atraso cresceu 1,38% em janeiro deste ano na comparação com igual período de 2019. Apesar da alta, trata-se da segunda menor variação para os meses de janeiro em dez anos de série histórica. Considerando esse período, apenas em janeiro de 2017 houve um crescimento tão fraco, quando a alta havia sido de 0,84%. Nos demais anos, os crescimentos foram sempre mais expressivos do que o verificado agora em 2020.


De modo geral, a estimativa é de que o país tenha fechado o mês de janeiro com aproximadamente 61,3 milhões de consumidores inscritos em cadastros de devedores e que, por conta disso, vêm enfrentando dificuldades para comprar a prazo, fazer financiamentos ou contratar empréstimos. A cifra equivale a pouco mais de 39% da população adulta do Brasil.


Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o avanço da inadimplência neste começo de ano não deve ser motivo de preocupação, pois os números seguem abaixo do patamar alcançado durante a crise.


– Por ora, não há indícios de que haverá uma nova tendência de alta da inadimplência do consumidor nos moldes do que foi visto até recentemente. Pelo contrário, os dados econômicos têm se mostrado benéficos para a trajetória da inadimplência, em especial para a recuperação do mercado de trabalho, juros historicamente baixos e inflação controlada. Ainda que o cenário seja otimista, parte relevante das famílias tem lidado com dificuldades para quitar dívidas que já estavam em atraso, tanto é que há um estoque elevado de pessoas com contas sem pagar – afirma Roque Pellizzaro Junior.

FONTE: CNDL/SPC Brasil

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