OUÇA 100,7 AO VIVO
Quinta, 24 de setembro de 2020
55 3551 1200 I Jornal - 55 3551 1121 I CNPJ: 03.043.551/0001-20
Cidades

07/02/2020 ás 17h32 - atualizada em 12/02/2020 ás 17h27

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Abertura oficial da colheita de milho no Rio Grande do Sul aconteceu em Chiapetta
Na ocasião, também foi realizado o lançamento do programa Pró-Milho RS
Abertura oficial da colheita de milho no Rio Grande do Sul aconteceu em Chiapetta
Autoridades estaduais e regionais, além de representantes do setor agrícola, participaram do evento nesta sexta-feira (07) (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Chiapetta, na Região Celeiro, sediou nesta sexta-feira (07), a 9ª Abertura Oficial da Colheita de Milho no Rio Grande do Sul. Na oportunidade, o governador Eduardo Leite assinou o decreto que cria o Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho RS).


– Não é apenas um papel assinado, é um programa consistente, criado com a participação de quem está na ponta, que sabe quais são as necessidades – afirmou o governador. Ele ressaltou que somente o Pró-Milho RS não é suficiente, ao lembrar as medidas que vêm sendo tomadas pelo Poder Executivo para melhorar as condições de investimento no Estado.


De acordo com a Emater, a expectativa era de que a produção de milho tivesse um aumento de 3,65% em relação à safra anterior (cerca de 209 mil toneladas), como resultado do crescimento de 1% na área cultivada, e de 2,58% na produtividade. Antes da estiagem, calculava-se que a colheita do grão chegasse a 5,9 milhões de toneladas, um pouco acima do resultado da safra 2018/2019, que alcançou 5,7 milhões de toneladas.


O diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, prevê uma perda de 20% em relação as 5,9 milhões de toneladas estimadas inicialmente, o que resultaria numa colheita de aproximadamente quatro milhões de toneladas. As maiores perdas foram nos âmbitos de Porto Alegre (35%), Caxias do Sul (35%) e Santa Maria (40%). Em lavouras das regiões de Santa Rosa e Bagé, a quebra não ultrapassou os 5%.


Em 2019, o Rio Grande do Sul plantou 763,9 mil hectares de milho, resultando em uma produção de 5,7 milhões de toneladas. O Estado conta com cerca de 180 mil produtores do cereal, que é exportado para 12 países, especialmente Espanha, Estados Unidos, Irã e Líbano, gerando R$ 61,6 milhões. Os dados são da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Social (SEAPDR). Neste ano, de acordo com a Emater, a exportação deverá ser da ordem de dois milhões de toneladas, mas o número ainda não está consolidado.


Na comparação com a safra anterior, houve um aumento de 25,7% na produção do cereal no Estado. O Valor Bruto da Produção (VPB), em 2019, foi de R$ 3,3 bilhões. O milho é estratégico para o Rio Grande do Sul, uma vez que a participação direta e indireta na economia chega a 10% do Produto Interno Bruto (PIB).


Pró-Milho RS:


A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) idealizou o Pró-Milho RS com o objetivo de aumentar a produção do cereal, tornando o Rio Grande do Sul autossuficiente nessa cultura. Um dos motivos para a criação do programa é o fato de que a produção gaúcha ainda não atende à demanda. Além da alimentação humana, o cereal é essencial para as cadeias produtivas da proteína animal, como avicultura, suinocultura e bovinocultura de corte e leite.


As discussões para a idealização do programa ocorreram ao longo de 2019 na Câmara Setorial do Milho, que criou grupos de trabalho para analisar questões como produção, qualidade e crédito, e comercialização. Foram discutidas as diretrizes, metas e estratégias para o Pró-Milho RS.


Na produção, a estratégia será intensificar a assistência técnica aos agricultores, ter maior eficácia tecnológica na produção, ampliar a área irrigada de milho, pesquisar variedades mais adaptadas a cada região e elevar a produtividade em regiões de menores resultados por área.


No item qualidade, o grupo indicou a necessidade de ampliar o número de secadores de grãos, modernizar os procedimentos de recebimento, limpeza e secagem, e aumentar a capacidade estática de armazenamento no Estado.


Para crédito e comercialização, definiu-se que é preciso ampliar as comercializações antecipadas e a utilização de mecanismos de travamento de preços, como contrato a termo, mercado futuro e contrato de opções; agilizar as contratações dos financiamentos de custeio e investimento; e buscar parcerias com agentes financeiros e bancos de fábrica para financiamentos de equipamentos de irrigação, secadores e armazéns.

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2020 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium