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15/01/2020 ás 11h44 - atualizada em 15/01/2020 ás 15h51

Eduardo Sarvadori

Tenente Portela / RS

Bom Progresso está entre as 100 cidades alto índice de infestação de Aedes Aegypti
No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças transmitidas pelo inseto foram confirmados no Estado
Bom Progresso está entre as 100 cidades alto índice de infestação de Aedes Aegypti
O principal cuidado deve ser em relação a locais com água parada, onde o Aedes deposita seus ovos - Foto: Asscom Secretaria de Saúde RS

O Rio Grande do Sul tem 99 cidades em situação de alerta ou de alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. O número representa os municípios onde mais de 1% dos imóveis vistoriados por agentes de endemias apresentaram larvas do mosquito Aedes aegypti. No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças transmitidas pelo inseto foram confirmados no Estado.


O fato reforça as ações preconizadas pela Secretaria da Saúde (SES), principalmente no verão, quando a proliferação do mosquito aumenta em função das altas temperaturas. O principal cuidado deve ser em relação a locais com água parada, onde o Aedes deposita seus ovos.


Entre essas 99 cidades, a situação é de maior atenção em 10 delas. Nesses locais, o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre outubro e dezembro de 2019, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi superior a 4%. Esses municípios estão localizados majoritariamente nas regiões norte e missões do Estado. Abaixo, em ordem, a lista das localidades com maiores indicadores:


Posição – cidade (região) / índice


1 – Bom Progresso (Norte) / 8,2


2 – Jaboticaba (Norte) / 7,4


3 – São José das Missões (Norte) / 5,5


4 – Quinze de Novembro (Missões) / 4,8


5 – Alecrim (Missões) / 4,7


6 – Alegria (Missões) / 4,7


7 – Salto do Jacuí (Missões) / 4,5


8 – São Leopoldo (Metropolitana) / 4,5


9 – São Nicolau (Missões) / 4,2


10 – Tuparendi (Missões) / 4,1


Ao todo, 358 cidades realizaram o levantamento no último trimestre. Enquanto 3% e 25% delas apresentaram, respectivamente, índices de alerta e risco, os demais 72% (ou 259 municípios) tiveram a infestação considerada de baixo risco (quando em menos de 1% dos imóveis houve a presença do Aedes). Outras 16 cidades classificadas como infestadas (quando houve a identificação de larvas do inseto nos últimos 12 meses) não realizaram o detalhamento da infestação. Somados, são 374 municípios considerados infestados no RS.


Além dessas 358 cidades, Porto Alegre realiza um outro levantamento, o Índice Médio de Fêmeas Adultas do Aedes (IMFA). Ele se baseia na vigilância de armadilhas distribuídas pela Capital e teve, na última semana de 2019, taxa considerada baixa (0,18).


Em relação à população, 92% dos gaúchos (ou 10,5 milhões de pessoas) residem nessas 374 cidades onde há presença do mosquito. Os 10 municípios com alto risco somam 281 mil habitantes (ou 2,5% da população do RS). A lista segue com outras 2,4 milhões de pessoas que vivem nas 89 cidades com situação de alerta, representando 22% dos gaúchos. Por sua vez, 49% (5,5 milhões) da população mora em cidades de risco considerado baixo e 7% (803 mil) em cidades não infestadas.

FONTE: Asscom SES RS

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