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03/12/2019 ás 16h33 - atualizada em 03/12/2019 ás 16h36

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Edis reclamam da falta de debates sobre municipalização da Escola Rui Barbosa
Em audiência pública, Poder Executivo já teria anunciado que processo está em andamento
Edis reclamam da falta de debates sobre municipalização da Escola Rui Barbosa
Assunto foi abordado por oito vereadores durante a sessão ordinária do Poder Legislativo nesta segunda-feira (02) (Foto: Diones Roberto Becker)

A municipalização da Escola Estadual Rui Barbosa foi o principal assunto na sessão ordinária do Poder Legislativo de Coronel Bicaco nesta segunda-feira (02). Os oito edis que abordaram o tema no grande expediente reclamaram da ausência de debates e reuniões sobre a incorporação do educandário à rede municipal de ensino.


O primeiro a comentar o assunto foi o vereador Tito Lívio Najar Porto (MDB). No momento da ordem do dia, ele apresentou um pedido de informações direcionado ao Poder Executivo, questionando os reais motivos da municipalização do estabelecimento educacional, número de servidores que serão remanejados, nível de ensino que é almejado e o impacto financeiro nas contas públicas de Coronel Bicaco.


– Não podemos ficar omissos em relação ao assunto. Somos solidários a um amplo debate. Essa decisão pegou a todos de surpresa – destacou Tito Lívio Najar Porto. Colocado em votação, o pedido de informações acabou aprovado por unanimidade no plenário.


A vereadora Nelci de Souza Diniz (PP) disse que gostaria de saber se a iniciativa de municipalizar a Escola Rui Barbosa partiu do Governo do Estado ou do Executivo bicaquense. – Tudo aconteceu muito rápido. Não houve uma discussão mais ampla sobre essa questão com nós, com os professores ou os pais dos estudantes – lamentou a progressista.


O presidente do Poder Legislativo, vereador Afrânio Bertaluci (MDB), considerou a municipalização do educandário um ato ditador do prefeito Jurandir da Silva. – Conversei com vários pais de alunos e ninguém quer a municipalização – revelou Afrânio Bertaluci. Ele repudiou a falta de diálogo sobre o assunto, especialmente com os integrantes da Câmara.


– Sempre estivemos ao lado da Administração Municipal. Sabemos que as escolas da rede estadual dispõem de melhor estrutura e teoricamente mais recursos financeiros. Vivemos numa democracia e será lamentável se essa municipalização for confirmada – reiterou o político do MDB.


Afrânio Bertaluci comentou ainda sobre uma frase contida no convite, divulgado numa rede social oficial da Prefeitura de Coronel Bicaco, para a audiência pública realizada na última sexta-feira (29) e que tratou da incorporação da Escola Rui Barbosa à rede municipal. – Dizia no final do convite que a municipalização servirá para qualificar o ensino no educandário. Isso quis dizer que tudo está errado? Estão rasgando a história desta tradicional escola – enfatizou o presidente do Poder Legislativo.


O edil contou que já foram mantidos contatos com órgãos competentes para buscar impedir a municipalização do educandário. – Foi uma decisão que veio de cima para baixo e desagradou grande parcela da nossa comunidade – ponderou Afrânio Bertaluci.


O vereador Marcelo Jurandi (PP) lembrou-se do processo de municipalização do estabelecimento de ensino situado na localidade de Campo Santo. – Esse episódio ocorreu há aproximadamente 15 anos e até hoje não foi construída uma quadra de esportes para os alunos – salientou o progressista. Ele também mencionou que a municipalização da Escola Rui Barbosa provocará certamente o remanejamento de professores. – Talvez, alguns docentes precisarão trabalhar fora de Coronel Bicaco – acrescentou Marcelo Jurandi.


Lucas Santos da Cruz, da bancada do PDT, afirmou que o Legislativo não tinha nenhum conhecimento relacionado à municipalização da Escola Rui Barbosa. – Não sabemos o real motivo até agora. Creio que não seja a crise financeira do Estado. Vamos esperar vir as respostas solicitadas ao Executivo para analisar se podemos fazer algo – frisou o pedetista.


O vereador Elson Bueno Martins (PDT) reiterou que a deliberação pela municipalização do estabelecimento educacional causa estranheza. – Temos que conhecer o real motivo desta iniciativa do Poder Executivo – disse o pedetista. Ele ainda demonstrou preocupação com o futuro dos professores. – Será que a Escola Cecília Meireles terá estrutura para absorver todos os docentes que saírem da Escola Rui Barbosa? – questionou o edil.


Elson Bueno Martins também entende a necessidade de um debate mais amplo sobre a municipalização do educandário. – Não pode ser uma decisão autoritária. Deve haver consulta aos professores, pais de alunos e toda a comunidade escolar envolvida – complementou o pedetista.


O vereador Egmar Lima de Ávila (PR) foi outro que deplorou a iniciativa do prefeito Jurandir da Silva em municipalizar a Escola Rui Barbosa. – Peço que a Administração Municipal organize outra audiência pública para expor os motivos pelos quais o educandário passará a ser responsabilidade da Prefeitura de Coronel Bicaco – sugeriu o representante do PR.


Para Itamar Sartori, integrante da bancada do PP, a municipalização da Escola Rui Barbosa deverá ser confirmada, assim como aconteceu com outros estabelecimentos estaduais de ensino situados no município. – Não sei se é uma decisão política exclusiva do prefeito ou é algo que vem do Governo do Estado. Não tenho essa informação – finalizou o edil.


Parte da direção e alguns docentes da Escola Rui Barbosa acompanharam a sessão ordinária desta segunda-feira. Em relação à audiência pública realizada na semana passada, a diretora Diva Maria Zanella relatou a reportagem do site Clic Portela que todos os presentes na reunião acreditavam que seria uma espécie de consulta sobre a possibilidade de municipalização.


– O prefeito esteve lá, junto com funcionários do Governo do Estado, somente para comunicar que o processo já está em andamento. Ele sequer se comoveu com os pedidos dos professores e dos pais de alunos para deixar tudo como está – lamenta Diva Maria Zanella.


Ficou acertado que a equipe diretiva da Escola Rui Barbosa ganhará um espaço na próxima sessão ordinária para explanar os motivos contrários à municipalização, bem como, as atividades que são desenvolvidas regularmente no ambiente escolar.

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