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Especiais

08/11/2019 ás 10h15

Jonas Martins

Tenente Portela / RS

Vereador mais votado de Tenente Portela completa dois anos de cadeia
Valdonês Joaquim aguarda sentença no presídio de Três Passos
Vereador mais votado de Tenente Portela completa dois anos de cadeia
Valdonês está preso desde novembro de 2017 (Foto: Arquivo JP)

No mesmo período em que aguarda a pronúncia de sua sentença o vereador mais votado de Tenente Portela nas últimas eleições, Valdonês Joaquim, completou dois anos de cárcere.


Durante a prisão, ele trocou de advogado duas vezes, iniciou com Valderlei Pompeo de Mattos, depois teve Marcelo Barros e atualmente Pablo Bulgos  como responsável pela defesa  sua e de seu pai Valdir Joaquim.


Foram diversos pedidos de habeas corpus, na tentativa de responder em liberdade, todos negados pela justiça.


Antes da prisão, Valdonês, era uma liderança em ascensão. Foi eleito vice Cacique aos 19 anos, Cacique aos 23 e reeleito aos 27. Tornou-se cacique vitalício e principal liderança indígena da Terra do Guarita.


No ano de 2016 foi candidato a vereador pelo PSD, tendo obtido a maior votação de Tenente Portela. Chegou a confessar em discurso que sonhava com uma candidatura a vice ou prefeito e até chegou a confidenciar a vontade que tinha de concorrer ao cargo de deputado estadual.


A carreira de Valdonês foi cortada no dia 07 de novembro de 2017, quando ele chegava na Câmara para uma sessão e foi preso por policiais à paisana que lhe esperavam em uma viatura discreta em frente à casa legislativa de Tenente Portela.


No outro dia, a segunda fase da Operação Novo Cangaço trouxe a público a suposta participação do cacique e de seu pai Valdir Joaquim, que se entregou dias depois, em dois assaltos a bancos ocorridos simultaneamente nas agências de Banrisul e Sicredi de Miraguaí.


Após a prisão, Valdonês ficou um tempo no Penitenciária Modulada de  Ijuí e mais recentemente foi transferido para Presidio Estadual de Três Passos.


Seu advogado diz que espera pela absolvição de seu cliente, que sempre negou a participação nos crimes. Para Pablo Bulgos, no segundo depoimento de Corina Ribeiro, colhido em Porto Alegre, a mesma se contradisse em relação ao depoimento que ela deu ao Ministério Público no início do processo. O advogado diz que ficaram muitas  pontas sem amarras e que isso prova que a testemunha estaria mentindo. Valdonês sempre defendeu que Corina, que é parente da sua esposa, estava instruída por pessoas que lhe queriam fora do poder.


Pessoas ligadas ao ex-cacique dizem que confiam na absolvição, mas que em caso de condenação, esperam que seja abaixo de 12 anos, para que ele já possa deixar a cadeia por já ter cumprido a um sexto da pena. A defesa já adianta que em caso de condenação deverá recorrer da sentença.


Parte do processo corre em segredo de justiça, mas as informações que chegam é de que além do testemunho de Corina, haveriam outras provas que ligam Valdonês e seu pai ao crime. 


Após a prisão de Valdonês, se instalou um clima de incerteza na Terra Indígena do Guarita, que culminou com a realização de nova eleição, sendo que Carlinhos Alfaiate e Vanderlei Ribeiro, Vandinho, foram eleitos cacique e vice. Recentemente os dois entraram em conflito pelo cargo de cacique.


Se depender do advogado, Valdonês não deve entrar nesta briga. Ele garante que não gostaria nem que seu cliente voltasse a morar na Terra Indígena do Guarita enquanto o processo não estiver transitado e julgado.


A justiça não tem prazo para proferir a sentença, mas a expectativa por parte de Valdonês é que ela saia nos próximos dias.

FONTE: Jornal Província

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