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07/11/2019 ás 18h54 - atualizada em 07/11/2019 ás 18h58

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Portelense relata os momentos vividos durante naufrágio de embarcação no Rio Uruguai
Um estudante de Vista Gaúcha segue desaparecido. Bombeiros e Marinha realizam buscas
Portelense relata os momentos vividos durante naufrágio de embarcação no Rio Uruguai
Jardel Tamiozzo e sua namorada estavam na embarcação que naufragou no Rio Uruguai, na noite desta quarta-feira (06) (Foto: Reprodução/Facebook)

Jardel Tamiozzo, de 24 anos e morador de Tenente Portela, era um dos estudantes que ocupavam a embarcação que naufragou por volta das 23 horas desta quarta-feira (06), durante a travessia no Rio Uruguai entre Itapiranga (SC) e Barra do Guarita (RS).


O portelense, que é acadêmico do curso de Agronomia da UCEFF, disse que é comum os estudantes utilizarem os pequenos barcos e que a travessia dura cerca de dois minutos, no máximo. Entretanto, ele revela que havia mais pessoas do que o normal na embarcação na noite de ontem. As autoridades que investigam o acidente afirmaram que aquele tipo de barco tem capacidade para dez tripulantes, mas confirmam que tinha 14 pessoas embarcadas no momento do naufrágio.


O acadêmico de Agronomia acredita que ninguém usava colete salva-vidas e que o piloto do barco não repassou nenhuma orientação quanto à utilização do equipamento. – A correnteza estava forte e a água começou a entrar pela frente e o barco virou quando a água chegou no meio. Quando vi, fiquei debaixo do barco virado e tive de ir até a superfície – explicou Jardel Tamiozzo.


O portelense conta que, ao conseguir chegar na superfície, começou a gritar o nome de sua namorada. Ele lembra que depois de encontrá-la, os dois resolveram ir na direção da correnteza. O casal foi resgatado alguns minutos mais tarde, por outro barco.


– Nossa ideia era não cansar ao nadar contra a correnteza e tentar alcançar um galho ou ir até as margens, mas não foi possível. Assim como a gente, outros colegas foram resgatados por barcos depois de terem nadado por vários minutos. Mas estávamos longe das margens e estava muito escuro – relatou o sobrevivente.


Jardel Tamiozzo disse que todos os tripulantes estavam sentados no barco quando começou o naufrágio. Segundo ele, não foi possível ver o que ocorreu com o estudante Andrei Franchini, de 19 anos e residente em Vista Gaúcha, que segue desaparecido.


O portelense afirma que o trauma foi grande e agradeceu a Deus por, nas suas palavras, ter ‘nascido de novo’.

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