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Especiais

17/10/2019 ás 22h12

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Moradora de Tenente Portela passa por cirurgia cardíaca inédita no Brasil
Procedimento consiste na colocação de um cateter através da veia femoral, localizada na perna
Moradora de Tenente Portela passa por cirurgia cardíaca inédita no Brasil
Lauren Reisderfer foi submetida à cirurgia no Hospital São Francisco da Santa Casa de Porto Alegre (Foto: Reprodução/Facebook)

Por meio de ação aplicada pela defensora pública e diretora regional da Defensoria Pública Regional de Tenente Portela, Camila Mollerke Santos, Lauren Reisderfer, de 16 anos, foi submetida a um procedimento operatório inédito no Brasil, que consiste na colocação de um cateter através da veia femoral, localizada na perna, sem necessidade de abrir o tórax da paciente, considerado um método menos invasivo, sem cortes e com baixo risco cirúrgico. O procedimento foi realizado no início de setembro, no Hospital São Francisco da Santa Casa de Porto Alegre.


Camila Mollerke Santos ressaltou que trabalhar com a saúde é angustiante devido à escassez de tempo nestes casos. – Nos casos de ações judiciais temos sempre que pensar na melhor estratégia desde o ajuizamento para que o êxito venha e rápido, pois o bem da vida não pode esperar. No caso em foco é preciso ressaltar que além do trabalho da


Defensoria Pública, tivemos uma Justiça rápida sob os olhos do Judiciário local que é sempre atento às necessidades do povo e atua de forma prudente e veloz. Com o auxílio e orientação ágil do Núcleo de Defesa da Saúde (NUDS) e colaboração de toda nossa equipe de estagiárias obtivemos sucesso no cumprimento, ainda em tempo, da liminar. Sem dúvida é muito gratificante – afirmou a defensora.


O caso:


Lauren Reisderfer sofreu as primeiras paradas cardíacas com apenas cinco meses de vida e, desde então, de forma recorrente, visita hospitais para realizar exames e cirurgias. Ela sofre de cardiopatia congênita, ou seja, uma anormalidade na estrutura e função de seu sistema cardíaco. Aos nove anos de idade necessitou de um implante de válvula pulmonar, porém, três anos depois, precisou substituir a válvula que apresentou problemas devido a calcificações no local.


Aos 15 anos de idade, a válvula pulmonar novamente apresentou problemas, fazendo com que a mãe da menina corresse contra o tempo atrás de recursos para realizar os exames e a nova cirurgia. No ano seguinte, por meio do trabalho da Defensoria Pública Regional de Tenente Portela, a adolescente pôde realizar a cirurgia inovadora que possibilitou rápida recuperação. A portelense recebeu alta do hospital em apenas sete dias.

FONTE: Defensoria Pública do Rio Grande do Sul

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