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12/08/2019 ás 21h16 - atualizada em 19/08/2019 ás 09h09

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Pesquisa: População brasileira atinge o maior índice de obesidade nos últimos treze anos
Na contramão, consumo de frutas e hortaliças cresceu 15,5% em dez anos
Pesquisa: População brasileira atinge o maior índice de obesidade nos últimos treze anos
Pesquisa mostra que número de obesos no país aumentou 67,8% entre 2006 e 2018 (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

A prevalência da obesidade volta a crescer no Brasil. É o que aponta a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), de 2018, do Ministério da Saúde. Sobre esse índice, houve aumento de 67,8% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018. O país nos últimos três anos apresentava taxas estáveis da doença. Desde 2015, a prevalência de obesidade se manteve em 18,9%.


No ano passado, os dados também apontaram que o crescimento da obesidade foi maior entre os adultos de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos, com 84,2% e 81,1%, respectivamente. Apesar de o excesso de peso ser mais comum entre os homens, em 2018, as mulheres apresentaram obesidade ligeiramente maior, com 20,7%, em relação aos homens,18,7%.


A VIGITEL também registrou crescimento considerável de excesso de peso entre a população brasileira: mais da metade (55,7%) tem excesso de peso. Isso representa um crescimento de 30,8% quando comparado com o percentual de 42,6% no ano de 2006. O aumento da prevalência foi maior entre as faixas etárias de 18 a 24 anos, com 55,7%. Quando verificado o sexo, os homens apresentam elevação de 21,7% e as mulheres de 40%.


Na contramão do aumento dos percentuais de obesidade e excesso de peso, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 15,5% entre 2008 e 2018, passando de 20% para 23,1%. A prática de atividade física no tempo livre aumentou 25,7% entre 2009 e 2018, assim como o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 53,4% de 2007 a 2018, entre os adultos. Também ao informar que receberam o diagnóstico médico de diabetes (40%), entre 2006 e 2018, os entrevistados demonstraram ter maior conhecimento sobre sua saúde, o que os motivaram a buscar os serviços de saúde, na Atenção Primária, para receber o diagnóstico e iniciar o tratamento.


Para avaliar a obesidade e o excesso de peso, a pesquisa leva em consideração o Índice de Massa Corporal (IMC). Por meio do IMC, é possível classificar um indivíduo em relação ao seu próprio peso, bem como saber de complicações metabólicas e outros riscos para a saúde.


A VIGITEL é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Assim, entre fevereiro e dezembro de 2018, foram entrevistados por telefone 52.395 pessoas.

FONTE: Ministério da Saúde

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