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Cidades

24/07/2019 ás 21h40

Jonas Martins

Tenente Portela / RS

Por falta de repasses, sete municípios da região ficam sem atendimento do SAMU
Três Passos anunciou o encerramento dos atendimento do SAMU no pólo do município
Por falta de repasses, sete municípios da região  ficam sem atendimento  do SAMU
O Samu de Três Passos atendia ainda mais seis municípios (Foto: Três Passos News)

Sete municípios da região ficaram sem atendimento do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, SAMU, depois que Três Passos decidiu encerrar as atividades do polo que existia no município e que usava o Hospital de Caridade de Três Passos como referência.


Uma nota pública enviada para a imprenda, assinada pela secertária municipal da saúde, Maria Adelaide Hertz e pela administradora do Hospital de Caridade, Paula de Paulo Rodrigues informou a comunidade regional sobre o encerramentos dos serviços que eram prestados pelo SAMU.


Além de Três Passos, o polo atendia Crissiumal, Bom Progresso, Humaitá, Esperança do Sul, Tiradentes do Sul e Sede Nova.


A nota diz que a administração municipal de Três Passos “tem tomado todas as medidas possíveis para enfrentar a difícil situação financeira e, sensível a situação também difícil da Associação Hospital de Caridade, aumentou os valores do contrato de prestação de serviço e, especificamente em relação ao SAMU, ofertou uma proposta de reajuste de 376%, percentual que alcançou o valor mensal de R$ 5.000,00, o qual, apesar de significativo, sozinho, não cobre o déficit mensal de manutenção do serviço.”


O documento ainda comenta sobre a participação do hospital citando que este “tem adotado medidas para enfrentar a crise financeira, no entanto, afirma que sem a regularização dos repasses pelo Estado e sem a atualização dos valores pagos por todos os municípios da região (Três Passos, Bom Progresso, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Sede Nova, Humaitá e Crissiumal), responsáveis pelo custeio do serviço, a manutenção e permanência do programa SAMU/ SALVAR, sob a gestão do Hospital de Caridade, tornou-se insustentável.”


Em seguida a nota explica que “no decorrer desses anos, mesmo diante do esforço conjunto da Administração Municipal e Associação Hospital de Caridade, os quais lutaram incansavelmente para manter o programa, há atualmente um prejuízo de quase R$ 1 milhão para o HCTP, somente no programa SAMU, o que precisa ser estancado, sob pena de inviabilizar os demais serviços da casa de saúde, a qual tem como atividade primordial o cuidado do paciente nas suas dependências, sejam eles de urgência, emergências ou eletivos pré-agendados.”


Ao final a nota ressalta que os atendimentos de emergência e urgência na área de cobertura ficará a disposição da comunidade atráves do Corpo de Bombeiros.


Nas redes sociais diversas comentários, de pessoas de toda a região, lamentaram a situação e mostraram preocupação com a lacuna que será deixada com o encerramento das atividades.

FONTE: Jornal Província

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Blog/coluna Apresentador da Rádio Província FM, sub-editor do Jornal Província e escritor, neste espaço você poderá acompanhar crônicas e opiniões de Jonas Martins
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