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14/06/2019 ás 14h32 - atualizada em 14/06/2019 ás 19h09

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Tenente Portela: ACI e Sicredi promoveram palestra sobre cenário econômico
Evento reuniu empresários de vários segmentos do município e microrregião
Tenente Portela: ACI e Sicredi promoveram palestra sobre cenário econômico
Palestra aconteceu no auditório do Centro Cultural, na noite desta quinta-feira (13) (Foto: Diones Roberto Becker)

O auditório do Centro Cultural de Tenente Portela sediou, na noite desta quinta-feira (13), uma palestra sobre ‘Cenário Econômico e Perspectivas’, ministrada pelo economista Pedro Ramos, da Gerência de Análise Econômica do Sicredi.


Na abertura do evento, a gerente da agência do Sicredi em Tenente Portela, Andréa Scheit de Souza, salientou que o tema da palestra era pertinente devido à realidade do país. Já o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI), Tiago Sganderla, destacou as ações desenvolvidas em parceria com o Sicredi e afirmou que o objetivo principal da atual diretoria é fortalecer a entidade e o comércio local.


Pedro Ramos iniciou sua explanação dizendo que o cenário econômico do Brasil gira em torno de questões políticas. – Isso tem muitas consequências – frisou o palestrante, acrescentando que as reformas que tramitam atualmente no Congresso Nacional, se aprovadas, certamente transformarão o cenário econômico brasileiro. – A reforma da Previdência, por exemplo, ajudará no desenvolvimento do país – disse o economista.


Dívida pública:


Conforme Pedro Ramos, entre 2015 e 2016, cerca de seis milhões de pessoas perderam o emprego e houve redução no poder aquisitivo das famílias em virtude do encolhimento de 8% na economia. – Tudo isso é decorrente de alguns fatores, como gastos públicos equivocados e muito tempo sem aprovar reformas.


Segundo ele, o maior problema são as contas públicas. – Desde 2013, a dívida pública do Brasil cresceu aproximadamente 25% e já alcança R$ 1,6 trilhão – ressaltou o palestrante.


Reforma da Previdência:


De acordo com o economista, 55% dos gastos do Governo Federal são relativos à Previdência Social. – A dívida previdenciária sobe 5% ao ano. A estimativa é que os gastos com aposentados e pensionistas cheguem a 79% nos próximos anos – reiterou Pedro Ramos, complementando que esse percentual obrigará a União a retirar recursos financeiros de outras áreas importantes para o crescimento do país para cobrir as despesas da Previdência.


Pedro Ramos revelou ainda que os quatro sistemas previdenciários operados pelo Governo Federal possuem déficit financeiro. – A Previdência sempre será deficitária. O objetivo é controlar esse déficit – enfatizou o economista. Ele afirmou também que os gastos com a Previdência estão inibindo investimentos em outros setores. – O investimento público no Brasil, em 2018, foi o menor dos últimos 50 anos – lamentou o palestrante.


Na apresentação com recursos visuais, Pedro Ramos mostrou que políticos ocupantes de cargos importantes em Brasília estão alinhados com a proposta da nova Previdência. – O texto apresentado nesta quinta-feira (13) prevê contenção de R$ 1 trilhão em dez anos. Se for aprovado desta forma, será excelente para o país – disse o economista.


Cenário internacional:


O palestrante ainda falou sobre questões envolvendo potências econômicas mundiais. Segundo ele, os países ficaram mais protecionistas após os Estados Unidos aumentarem a taxa de juros; o Reino Unido deixar a União Europeia e as novas tarifas impostas entre China e Estados Unidos.


– Os problemas políticos existentes na Europa, China e Estados Unidos, assustam os empresários. Prova disto, é que o crescimento dos países neste eixo ficou em 2% ao ano – sublinhou Pedro Ramos.


O economista também comentou alguns aspectos da crise na Argentina. Para ele, a realidade do país vizinho não permitirá a reeleição do atual presidente. – A Argentina recorre frequentemente ao FMI e a variação cambial provoca incertezas na economia. A crise no país vizinho reflete no Brasil, pois os argentinos são os principais compradores dos produtos industrializados brasileiros – revelou o integrante da Gerência de Análise Econômica do Sicredi.


Inflação baixa:


Para Pedro Ramos, o atual nível de inflação do Brasil pode ser considerado baixo quando comparado com anos anteriores, no entanto, o consumidor deve estar ciente que ao adquirir qualquer produto terá que enfrentar a inflação e a taxa de juros.


– A economia do país está fraca desde o início da recessão, que retirou parte do poder aquisitivo das famílias. Milhares de brasileiros adaptaram seus orçamentos, gastando menos do que ganham. Acredito que a economia vai crescer gradativamente ainda em 2019 – ressaltou o palestrante.


Confiança:


Se encaminhando para o final da palestra, Pedro Ramos voltou a mencionar que episódios políticos interferem diretamente na confiança do consumidor. – Quando o cenário do país é conturbado ou ruim, os consumidores se retraem. É o medo das incertezas – ponderou o economista. Segundo ele, o endividamento das famílias brasileiras diminuiu durante essa recessão.


– O consumo das famílias está crescendo. Conforme avançam as reformas no Congresso Nacional, a população retoma a confiança e aumenta o consumo. Também já se percebe melhorias nos índices de brasileiros com emprego formal – frisou Pedro Ramos.


O palestrante encerrou dizendo que milhares de brasileiros não possuem carteira assinada, mas conseguem garantir a sustentabilidade familiar com atividades consideradas informais.


Questionamentos:


Após o término da palestra, o economista respondeu algumas perguntas oriundas do público presente no auditório do Centro Cultural.


Essa foi a segunda vez que Pedro Ramos palestrou para empresários de Tenente Portela e microrregião.

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