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14/06/2019 ás 10h31 - atualizada em 15/06/2019 ás 18h15

Jonas Martins

Tenente Portela / RS

Tenho pensado bobagens
Coluna de Jonas Martins publicada nesta semana no Jornal Província
Tenho pensado bobagens
Sérgio Moro e a Lava Jato são os principais alvos dos vazamentos (Foto: Divulgação)

Há tempos que tenho deixado de lado os assuntos atuais neste espaço e me dedicado a publicação de minhas crônicas. O motivo disso é pelo fato de que as pessoas que me procuram e comentam sobre a coluna demonstram mais simpatia com as minhas crônicas, que em breve estarão em um novo livro que vou lançar, do que meus artigos de opinião. Em meu blog, sigo dando opinião, mas por aqui, reservei o espaço para as crônicas.


Hoje faço uma visita rápida e passageira ao campo das opiniões para trazer para você uma pequena análise, limitada e humilde, sobre o assunto mais popular do momento, que é vazamento das conversas entre Moro e os procuradores da Lava-Jato.


Primeiro é preciso que você entenda que acompanho o trabalho de Glenn Greenwald, desde, pelo menos, 2013, quando ele ganhou notoriedade no meio jornalístico ao divulgar através do The Guardian as informações de Edward Snowden.


Naquela oportunidade o jornalista, por proximidade com Snowden, um hacker do governo americano, foi escolhido para divulgar informações de que as agências de espionagem dos Estados Unidos, pasmem, estavam espionando as pessoas. Apesar do teor de escândalo dado ao assunto na época, foi isso que aconteceu, eles divulgaram que a NSA e a CIA, duas agências criadas para espionar, estavam espionando.


A única ilegalidade ou fator extraordinário que havia nas revelações era de que as agências ouviam conversas de cidadãos americanos, o que é proibido por lei nos Estados Unidos. O restante do material mostrava apenas que as agências estavam cumprindo a sua função, e se eu não estou vendo isso pelo prisma errado, a divulgação dessas informações e detalhes foi um ato de traição, como é tratado atuamente nos Estados Unidos.


Desde o episódio, Glenn Greenwald passou a residir no Brasil. Por aqui, tentou emplacar um site que ninguém sequer tinha ouvido falar até o último domingo, quando munido, supostamente, de um grande acervo de informações entregue por uma fonte anônima, o jornalista americano e seu site passaram a divulgar conversas trocadas pelo Telegran por membros do Ministério Público Federal em que mostra um possível conluio entre o então juiz Sérgio Moro e Procuradores que atuam na Lava-Jato.


Duas coisas me chamaram a atenção. Primeiro porque um Hacker mandaria essas mensagens para um site que ninguém nunca ouviu falar? Não seria mais fácil mandar para a Folha de São Paulo, jornal com maior número de assinantes do país e que é claramente inclinado a esquerda? Segundo: por qual motivo o jornalista que disse que recebeu os materiais de uma fonte anônima, fala em proteger a fonte? Como proteger uma fonte, se ela é anônima. Fiquei matutando sobre isso nesses últimos dias.


Também fiquei pensando sobre um outro assunto. Se foram sequestradas informações dos Procuradores, que aparentemente conversavam sobre as operações abertamente em seus grupos no Telegram, que tipo de informação privilegiada o jornalista tem em mãos? Será que não há nesses dados detalhes que deem pistas de investigações, que citem nomes que ainda não são de conhecimento público e de ações que ainda estão em andamento?


Você percebe que essas informações, neste exato momento, estão de posse de um jornalista que é casado com um deputado federal, pelo PSOL, do Rio de Janeiro, que tem claras ligações com a esquerda brasileira e com muitos interesses políticos, ideológicos e pessoais?


Por fim, você se deu conta que essas informações estão nas mãos de um cidadão estrangeiro? E um último questionamento que me ocorreu nesta semana: o Telegram, aplicativo invadido e de onde foram roubadas as informações, é de origem russa. Sua sede e seus provedores estão na Rússia, exatamente o local onde Edward Snowden está exilado desde que foi declarado traidor em seu país, através da passagem de informações ao jornalista Glenn Greenwald. Deve ser bobagem minha pensar nisso, mais bobagem ainda pensar que as mensagens atacam o principal ministro de um governo que se aproxima dos Estados Unidos, sendo vazadas de um aplicativo com origem em uma nação historicamente adversária dos americanos. É tenho pensado em muitas bobagens nesses dias e por falar nisso, será que Snowden e Greenwald continuam em contato?


Viste o Blog de Jonas Martins

FONTE: Jornal Província

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Blog/coluna Apresentador da Rádio Província FM, sub-editor do Jornal Província e escritor, neste espaço você poderá acompanhar crônicas e opiniões de Jonas Martins
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