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20/05/2019 ás 17h53 - atualizada em 20/05/2019 ás 17h56

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Umidade no solo prejudica o plantio de trigo no estado
Produtores gaúchos também procuram crédito para o custeio das lavouras
Umidade no solo prejudica o plantio de trigo no estado
Abertura oficial do plantio de trigo no estado aconteceu no último sábado, em Cruz Alta (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Os dias chuvosos e a elevada umidade no solo, nesta semana, prejudicaram a implantação das culturas de inverno no Rio Grande do Sul, entre elas, o trigo, a canola e a aveia branca.


Conforme o mais recente Informativo Conjuntural da Emater-Ascar, a umidade no solo impediu o começo do plantio de trigo nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões. Esse trabalho somente acontecerá com condições climáticas apropriadas.


Por enquanto, os produtores seguem a busca de crédito para custeio das lavouras junto aos agentes financeiros, com o encaminhamento de documentos e a coleta das amostras de solo para análise. Recursos de custeio para a compra de insumos para as lavouras de trigo já foram liberados para alguns produtores.


Abertura oficial do plantio no RS:


A abertura oficial do plantio do ‘cereal ouro’ no Rio Grande do Sul foi realizada na manhã do sábado (18), na 15ª Feira Nacional do Trigo (FENATRIGO), em Cruz Alta. O evento teve a presença do governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior.


É a primeira vez que a abertura oficial do plantio ocorre durante a FENATRIGO, reforçando o protagonismo de Cruz Alta no setor. O presidente da feira, Christian Zachow, explica que a opção se deu com intenção de iniciar uma discussão acerca do aumento da área de plantio de trigo no estado. Em Cruz Alta, essa área, que hoje é de 13 mil hectares, deverá crescer 25%.


Ranolfo Vieira Júnior ouviu algumas das demandas dos produtores, que dizem respeito aos altos custos de produção, as taxas de importação e a retração de mercado. O governador em exercício garantiu que isso será levado em consideração junto às pastas envolvidas e, posteriormente, ao governo federal.


A importância do cultivo de trigo foi reconhecida pelo secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho. – O setor precisa de um olhar muito específico. Vamos criar ferramentas que incentivem a pesquisa e a construção da triticultura, gerando oportunidade para trazer mais renda aos produtores – garantiu Covatti Filho.


Produção de trigo no RS e no Brasil:


Em 2018, a safra de trigo nacional aumentou 27,4% em relação ao ano anterior. Também houve um crescimento de 19,5% na produtividade, que passou de 2.225 para 2.657 quilos por hectare. Assim, a produção chegou a 5,42 milhões de toneladas, mais do que a de 2017, de 4,26 milhões de toneladas. No entanto, ainda são necessárias seis milhões de toneladas para suprir a demanda dos brasileiros.


O Rio Grande do Sul é o maior produtor de trigo no Brasil, ao lado do Paraná. Em 2018, a Emater estimava que a colheita fosse de 2,1 milhões de toneladas. Porém, condições climáticas desfavoráveis, como chuvas intensas e geadas, fizeram com que a produção estacionasse em 1,8 milhão de toneladas. Para a safra deste ano, a Emater espera que a área de trigo seja mantida, podendo haver, inclusive, expansão.

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