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04/05/2019 ás 12h46 - atualizada em 04/05/2019 ás 12h50

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Documento reivindica que rumos da Cotrijuí sejam definidos pelos associados
Solicitação de escolha de um Conselho de Gestão foi feita pela ACAISC
Documento reivindica que rumos da Cotrijuí sejam definidos pelos associados
Desde janeiro do ano passado, Cotrijuí é dirigida por um administrador nomeado pela Justiça (Foto: Diones Roberto Becker)

A Associação dos Credores, Amigos e Interessados no Soerguimento da Cotrijuí (ACAISC) protocolou, no Fórum de Ijuí, um documento solicitando que seja convocada uma Assembleia Geral Extraordinária para a escolha de um Conselho de Gestão da cooperativa. A ACAISC pretende que os associados definam os rumos da Cotrijuí.


Em janeiro de 2018, o Poder Judiciário determinou a intervenção na cooperativa e, desde então, é dirigida por um administrador nomeado pela Justiça. Levantamento realizado pela ex-diretoria apontou que a Cotrijuí começou a acumular dívidas a partir dos anos 2000 e que, atualmente, somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Parte da pendência é oriunda do não pagamento aos produtores.


O plano de reestruturação da cooperativa foi debatido recentemente em um encontro que reuniu produtores rurais de várias regiões do estado, credores e deputados, além de prefeitos e vereadores de 20 municípios. Com seis mil associados ativos e capacidade estática de quase um milhão de toneladas, a Cotrijuí enfrentava um processo de auto-liquidação desde 2014, alheio à intervenção judicial.


O documento elaborado pela ACAISC determina o prazo de seis meses para que, juntamente com as assessorias jurídicas da Organização Cooperativa do Rio Grande do Sul (OCERGS) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), seja confeccionado o plano de reestruturação, revitalização e recuperação da Cotrijuí. Criada em julho de 1957, a empresa na década de 70 foi considerada a maior cooperativa da América Latina.


De acordo com o presidente da ACAISC, Edson Burmann, o processo em curso no Judiciário há 16 meses conta com centenas de assinaturas e solicita a revisão da liminar de liquidação, sem continuidade dos negócios.


– No entanto, o Judiciário se mantém insensível aos apelos e contestações dos produtores, alegando que o grupo se manteve ausente da cooperativa – reclama Edson Burmann. Ele destaca que os produtores nunca estiveram ausentes da cooperativa. – Consideramos que há muitos equívocos nas decisões do Judiciário – disse o presidente da ACAISC.


Uma das manifestações da Justiça contestada pelo grupo seria o despacho de intervenção judicial a pedido da Chinatex Grains and Oils, que, segundo Edson Burmann, não tem legalidade para solicitar essa ação.

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