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Geral

16/04/2019 ás 11h25

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Inadimplência encerra o primeiro trimestre com leve alta de 0,13%
Pessoas com CPF restrito enfrentam dificuldades para conseguir crédito
Inadimplência encerra o primeiro trimestre com leve alta de 0,13%
62,7 milhões de brasileiros estão inscritos em cadastros de inadimplentes (Arte: Divulgação/CNDL)

O crescimento do número de consumidores com contas em atraso e registrados no cadastro de inadimplentes perdeu força no início deste ano. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que a inadimplência ficou praticamente estável no primeiro trimestre de 2019, com um pequeno avanço de 0,13%.


No mesmo período do ano passado, a variação trimestral havia sido de 2,38% na quantidade de pessoas inadimplentes. Na comparação anual, isto é, entre março de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, também houve uma desaceleração na quantidade de consumidores que deixaram de pagar suas contas, com alta de 2,12%. Em março passado, a alta foi de 3,13%.


Ainda assim, o Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com aproximadamente 62,7 milhões de pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes e que, portanto, enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos. O dado representa mais de 40% da população adulta brasileira.


Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o ritmo de recuperação da economia está aquém do esperado e, consequentemente, afeta a melhora dos índices de inadimplência. – O desempenho da economia neste início de ano frustrou as expectativas. O desemprego persiste em um nível elevado e o consumo não esboça um crescimento vigoroso. Apesar da desaceleração da inadimplência neste início de ano, o estoque de pessoas com o CPF restrito ainda é muito alto. O que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores – analisa o presidente da CNDL.

FONTE: CNDL/SPC Brasil

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