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23/03/2019 ás 14h37 - atualizada em 26/03/2019 ás 13h30

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Evandro Wirganovicz segue em regime fechado no presídio estadual de Três Passos
Réu foi condenado por homicídio simples e ocultação de cadáver
Evandro Wirganovicz segue em regime fechado no presídio estadual de Três Passos
SUSEPE aguarda a definição da penitenciária em que o condenado cumprirá o restante da pena (Foto: Eduardo Salvadori)

Condenado a nove anos e seis meses de reclusão por homicídio simples e ocultação de cadáver, a serem cumpridos em regime semiaberto, Evandro Wirganovicz permanece em regime fechado no presídio estadual de Três Passos.


De acordo com a assessoria de comunicação da Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE), é aguardada a expedição de um ofício por parte da Justiça para definir em qual penitenciária Evandro cumprirá o restante da pena.


Na leitura da sentença dos quatro acusados de matar o menino de 11 anos, na sexta-feira (15), a Juíza Sucilene Engler determinou que Evandro fosse encaminhado ao regime semiaberto. A progressão de regime se deve ao fato de que ele já cumpriu 1.771 dias de prisão. Em virtude do tempo que já permaneceu na detenção, a defesa tenta conseguir que Evandro passe para o regime aberto.


O advogado Luiz Geraldo Gomes dos Santos, responsável pela defesa de Evandro, afirmou que a determinação da magistrada não alterou a rotina do preso, já que ele está desempregado e, por isso, permanece o dia inteiro no presídio.


– Por enquanto nada mudou na vida dele. Ele recebeu autorização para sair quando tiver trabalho externo. Ele já tem tempo de pena cumprido para ir para o aberto. E é isso que estamos pleiteando no momento. Não há por que prolongar a permanência dele no sistema prisional – ressaltou o advogado.


Para o Ministério Público (MP), Evandro foi arregimentado pela irmã, Edelvânia Wirganovicz. Conforme a acusação, ficou comprovado que ele contribuiu não só para a ocultação de cadáver, como com a morte da criança, ao fazer a cova em que seria enterrado o corpo de Bernardo Uglione Boldrini, no interior de Frederico Westphalen, antes de o crime ser cometido.


O advogado Luiz Geraldo Gomes dos Santos discorda da sentença aplicada a seu cliente e ingressou com recurso para tentar conseguir a absolvição de Evandro. – Diante da total inexistência de provas que vinculassem ele com o homicídio ou mesmo com a ocultação, não concordamos com a condenação. Valeu-se do clamor social – disse o advogado.


Na última terça-feira (19), o Promotor Bruno Bonamente, do MP de Três Passos e que atuou no julgamento do Caso Bernardo, interpôs recurso para aumentar a pena dos quatro condenados pela morte do menino, ocorrida em abril de 2014.

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