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Cidades

11/03/2019 ás 11h07 - atualizada em 11/03/2019 ás 11h19

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Caso Bernardo Boldrini: Após quase cinco anos do crime, acusados vão a júri popular
Julgamento dos quatro réus iniciou na manhã desta segunda-feira (11)
Caso Bernardo Boldrini: Após quase cinco anos do crime, acusados vão a júri popular
Populares se concentram nas imediações do Fórum de Três Passos (Foto: Eduardo Salvadori)

Restando menos de um mês para a morte de Bernardo Uglione Boldrini completar cinco anos, os quatro acusados do crime começaram a serem julgados na manhã desta segunda-feira (11), no Fórum de Três Passos.


Segundo a investigação da Polícia Civil, o menino de 11 anos foi assassinado no dia 04 de abril de 2014. A causa da morte seria uma alta dosagem do medicamento Midazolan, aplicada por Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo. O corpo da criança foi localizado dez dias depois do crime, enterrado numa cova vertical no interior de Frederico Westphalen, município distante cerca de 80 quilômetros de Três Passos.


O julgamento do caso de maior repercussão na Região Celeiro iniciou com a escolha dos sete jurados, que formam o Conselho de Sentença. Em seguida, acontecerá a apresentação da denúncia e das acusações contra os quatro réus.


Acusados:


Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz, chegaram ao Fórum de Três Passos antes das 09 horas desta segunda-feira, sob forte aparato de segurança. Inclusive, os réus estavam vestindo coletes balísticos.


Os quatro estão presos desde 2014 e respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.


Retirada de testemunhas:


Ainda na semana passada, as defesas de dois acusados anunciaram a retirada de dez testemunhas. Com isso, o número de pessoas que serão ouvidas durante o julgamento caiu para 18.


O advogado Hélio Francisco Sauer, que defende Evandro Wirganovicz, retirou todas as suas oito testemunhas. Ele não explicou o motivo da estratégia. As outras duas testemunhas foram dispensadas por Ezequiel Vetoretti, advogado de Leandro Boldrini.


Em entrevista ao Sistema Província de Comunicação, o advogado Marcelo Barros, especialista em Tribunal do Júri, ressaltou que a retirada das dez testemunhas certamente diminuirá o tempo de duração do julgamento.


Tribunal do Júri:


O julgamento será presidido pela Juíza de Direito, Sucilene Engler Werle, titular da Vara Judicial da Comarca de Três Passos. Na acusação, atuará o Promotor de Justiça, Bruno Bonamente. Nas defesas, atuarão os advogados Ezequiel Vetoretti (Leandro), Vanderlei Pompeo de Mattos (Graciele), Jean de Menezes Severo (Edelvânia) e Hélio Francisco Sauer (Evandro).


Incomunicabilidade:


Durante todo o julgamento, jurados e testemunhas ficarão incomunicáveis. Isso significa que não poderão comunicar-se entre si, nem com outras pessoas. Também não terão acesso a aparelho telefônico, internet, televisão, rádio ou jornal. Eles poderão se comunicar apenas com os Oficiais de Justiça, que têm a função de garantir e atestar a incomunicabilidade. No total, serão 15 Oficiais de Justiça que acompanharão os jurados e testemunhas por tempo integral.


A desobediência à medida acarreta em multa de um a dez salários mínimos e exclusão da lista geral de jurados.


Ordem:


Dezoito testemunhas prestarão depoimento, sendo cinco arroladas pela acusação, nove pela defesa de Leandro Boldrini e quatro pela defesa de Graciele Ugulini. Depois da oitiva de testemunhas, haverá o interrogatório dos réus.


Em seguida, se iniciam os debates. O tempo destinado à acusação e à defesa será de duas horas e meia para cada, e de duas horas para a réplica e outro tanto para a tréplica.

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