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19/02/2019 ás 23h30 - atualizada em 19/02/2019 ás 23h37

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Chuvas de janeiro provocaram a perda de 1,75 milhão de toneladas de grãos no RS
Levantamento contabilizou apenas as lavouras de arroz, milho e soja
Chuvas de janeiro provocaram a perda de 1,75 milhão de toneladas de grãos no RS
Apresentação dos dados sobre os prejuízos foi realizada nesta segunda-feira (Foto: Divulgação/FARSUL)

Um levantamento da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), apresentado nesta segunda-feira (17), revelou que os problemas climáticos ocorridos no mês de janeiro provocaram a perda de 1,75 milhão de toneladas nas lavouras de arroz, soja e milho.


O prejuízo em valores alcança R$ 2,02 bilhões e o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul chegará a R$ 6,67 bilhões.


Principal produto agrícola do estado, a soja também irá colher menos que o previsto em decorrência das condições climáticas de janeiro. Fatores como chuvas, umidade e luminosidade, praticamente anularam o crescimento da produção. A estimativa era de um acréscimo de 1,14 milhão de toneladas para 2019, mas as perdas foram de 1,04 milhão de toneladas, gerando um crescimento real de apenas 102,5 mil toneladas. O resultado final é de uma queda de R$ 1,43 bilhão.


Mas não é apenas o produtor rural que contabiliza perdas com o clima. O prejuízo no campo se estende para os outros setores que tem relação direta com as lavouras. Indústrias, serviços e distribuição, também são impactadas, fazendo com que a queda no PIB do Rio Grande do Sul seja de R$ 6,67 bilhões.


– Estamos muito preocupados, inclusive tivemos reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, logo que aconteceu essa catástrofe na metade sul do estado. Solicitamos a ela que pensasse em algum tipo de securitização para que pudéssemos fazer com que esses produtores retornem ao sistema financeiro. Vários deles não estão mais sendo financiados em função dessas crises recorrentes, especialmente da lavoura arrozeira – afirmou Gedeão Pereira, presidente do Sistema FARSUL.


O dirigente informou que a FARSUL já vem trabalhando para uma revisão das políticas agrícolas, principalmente em relação à securitização. – Para o futuro, haverá mudanças substanciais em cima da politica agrícola do governo. Não é possível que o Brasil, com essa agricultura fantástica, continue sem seguro. Nós vivemos uma indústria a céu aberto e outras catástrofes virão. Temos uma grande quantidade de produtores com dificuldades. Se tivéssemos um seguro não haveria essa dificuldade porque no ano seguinte ele estaria plantando de novo – reiterou Gedeão Pereira.

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