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11/01/2019 ás 05h44 - atualizada em 11/01/2019 ás 13h51

Eduardo Sarvadori

Tenente Portela / RS

Gasolina atinge menor preço em 33 semanas no Rio Grande do Sul
Em Tenente Portela, média do litro do combustível fica em torno de R$ 4,60
Gasolina atinge menor preço em 33 semanas no Rio Grande do Sul
Reprodução

O preço do litro da gasolina engatou marcha a ré e atingiu o menor nível em 33 semanas no Rio Grande do Sul. Entre 30 de dezembro e 5 de janeiro, o valor médio cobrado nas bombas foi de R$ 4,482. Com o resultado, retornou ao patamar anterior à greve dos caminhoneiros. De 13 a 19 de maio, às vésperas da paralisação dos motoristas, o combustível era vendido por R$ 4,439 no Estado, apontam dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).


Mesmo com o recuo nos postos, o preço gaúcho ainda é o mais elevado da Região Sul e segue em nível superior à média nacional. Segundo a ANP, o valor registrado no país, entre 30 de dezembro e 5 de janeiro, caiu para R$ 4,330. Assim como no Rio Grande do Sul, a marca brasileira também é a menor em 33 semanas.


Para analistas, a redução nas bombas espelha a recente baixa no mercado internacional do preço do petróleo, calculado em dólar, que também passou a cair após as eleições presidenciais. Conforme política adotada pela Petrobras em 2017, a cotação da commodity serve de referência para a estatal fixar os valores dos combustíveis. 


– Nos últimos meses, a gasolina, de alguma forma, vem acompanhando a flutuação do petróleo – afirma o diretor da consultoria ES Petro, Edson Silva.


No Rio Grande do Sul, a redução também teve influência de uma questão tributária. No início deste mês, o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) caiu R$ 0,27, para R$ 4,55 por litro. É sobre esse valor médio, determinado após pesquisa feita pela Receita Estadual junto aos postos, que incide a cobrança do ICMS da gasolina. Ou seja, quanto menor for o preço de pauta, menor o impacto do tributo sobre o combustível.


– O corte no preço de pauta traz movimento positivo para o setor. Além disso, o mecanismo de hedge (proteção financeira), que a Petrobras adotou em setembro para conter a oscilação da gasolina, ajudou os postos. Trouxe maior previsão sobre os preços – afirma João Carlos Dal'Aqua, presidente do Sulpetro, que representa os postos gaúchos.


Segundo analistas, o preço mais salgado da gasolina no Rio Grande do Sul frente a outros Estados guarda relação, em parte, com o ICMS mais elevado. A alíquota gaúcha sobre o combustível é de 30%. Em Santa Catarina, por exemplo, de 25%. Além disso, a gasolina que chega às bombas tem o acréscimo de 27% de etanol anidro, não produzido no Rio Grande do Sul. A necessidade de trazê-lo de Estados como o Paraná também encarece o preço final cobrado dos gaúchos.

FONTE: GaúchaZH

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