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09/01/2019 ás 05h33 - atualizada em 09/01/2019 ás 18h46

Eduardo Sarvadori

Tenente Portela / RS

Brasil se retira de Acordo Migratório da Organização das Nações Unidas
Rapidez na decisão foi vista com preocupação por diplomatas da ONU
Brasil se retira de Acordo Migratório da Organização das Nações Unidas

O governo brasileiro informou oficialmente às Nações Unidas, em Nova York e em Genebra, que o Brasil está se retirando do Pacto Mundial de Migração, assinado em dezembro pelo governo de Michel Temer. Na ONU, a rapidez da decisão foi interpretada como um sinal de que o novo governo promoverá uma reviravolta em sua relação com a organização. Diplomatas brasileiros confirmaram ao jornal O Estado de São Paulo que a ONU já foi notificada da decisão de Jair Bolsonaro.


A notícia foi recebida com muita preocupação. Negociado por quase dois anos, o pacto era uma resposta internacional à crise que atingiu diversos países em razão de um fluxo sem precedentes de imigrantes e refugiados. O texto do acordo, porém, não suspendia a soberania de nenhum país, nem exigia o recebimento de um certo volume de estrangeiros.


O primeiro anúncio do afastamento do novo governo foi feito ainda em dezembro, pelo Twitter, pelo chanceler Ernesto Araújo, no mesmo dia em que o Itamaraty aprovava o acordo no Marrocos. “A imigração não deve ser tratada como questão global, mas de acordo com a realidade e a soberania de cada país”, disse Araújo, chamando o marco – aprovado por mais de 160 países na cúpula de Marrakesh – de “ferramenta inadequada para lidar com o problema”.


Nos bastidores, a direção das Nações Unidas recebeu com “profunda apreensão” a decisão de Bolsonaro. Surpreendeu a rapidez pela qual o novo governo agiu, apenas oito dias após tomar posse. Para negociadores, essa velocidade na tomada de decisão deixa claro que o governo quer mandar o recado de que está disposto a rever de forma profunda sua relação com a organização.


ONU preocupada com o Brasil:


Também preocupa a ONU a possibilidade de que a saída seja apenas o início de uma série de medidas tomadas pelo Brasil para se afastar de acordos multilaterais. Uma das dúvidas levantadas por diplomatas é a permanência do Brasil em órgãos como o Conselho de Direitos Humanos e comitês contra a tortura. Para a ONU, a redução do papel do Brasil pode ter um impacto grande, aprofundando a crise de credibilidade que a instituição enfrenta e a necessidade de contar com países emergentes como pilar de suas atividades. 

FONTE: Correio do Povo

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