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Região Noroeste

01/11/2018 ás 11h11 - atualizada em 07/11/2018 ás 11h51

Jonas Martins

Tenente Portela / RS

Rodovias da região seguem sendo um desafio para o governo
Buracos na pista e vegetação lateral comprometem qualidade das rodovias da região
Rodovias da região seguem sendo um desafio para o governo
Foto Jonas Martins

No domingo a noite uma médica que se dirigia a Tenente Portela, vindo de Três Passos foi vitima de um acidente de trânsito. Segundo informações repassadas pela motorista do veículo acidentado, ela foi desviar de um buraco quando colidiu frontalmente com um outro veículo. 


Recentemente nas proximidades da Estiva, no trecho da ERS-330 que liga Redentora a Miraguaí, uma família que transitava também foi vitima de um acidente em decorrência de uma deformidade na pista. O motorista foi surpreendido por um buraco e ao tentar o desvio, perdeu o controle, sai da pista e capotou o veículo.


Os dois fatos relatados no início deste artigo retratam exatamente o perigo que está sendo transitar nas rodovias da região em virtude do abandono e da precariedade com que se encontram as vias, principalmente estaduais, que circundam Tenente Portela.


A RSC-472 tem dois problemas recorrentes. O primeiro os buracos, que apesar de uma recente operação tapa-buracos já voltaram a aparecer e a causar problemas aos motoristas. Os trechos mais críticos ficam entre Tenente Portela e Três Passos, principalmente após a ponte do turno.


O outro problema, dessa que é proporcionalmente uma das rodovias com maior número de acidentes da Região Noroeste, é a vegetação lateral, que invade a pista e dificulta a vida dos motoristas, principalmente em trechos de curva. O capim-elefante é o maior problema, por ter tamanho maior o vegetal invade a pista e prejudica inclusive a visibilidade dos motoristas em alguns trechos.


Já na ERS-330 uma operação tapa-buracos foi realizado entre Redentora e Miraguaí, o que melhorou consideravelmente as condições da via de circulação, no entanto, a situação entre Miraguaí e Tenente Portela é um verdadeiro retrato do abandono.


Não é raro flagrarmos nas redes sociais ou recebermos através de nossos canais reclamações de motoristas que tiveram algum problema em virtude dos buracos, que na maioria das vezes tange a estragos em pneus e rodas e nos casos mais extremos, acidentes como os registrados no início dessa reportagem.


A situação das rodovias da região não é exclusividade de um governo. Rigotto, Yeda, Tarso e Sartori passaram pelo Palácio do Piratini sem que uma solução mais viável fosse aplicadas nesses trechos.


Acontece que as ações de tapa-buracos são mediadas paliativas e em virtude do alto volume de trafego, sobretudo de veículos de carga, os mesmos buracos sempre retornam poucos dias após a realização do trabalho.


A solução seria um trabalho amplo de recapeamento a exemplo do que foi realizado na RS-155 entre Santo Augusto e Ijuí, no entanto, tal medida esbarra na falta de recursos financeiros e muitas vezes na pouca influência política que a microrregião exerce dentro do cenário estadual.


Com a eleição de Eduardo Leite para governador, se renova as esperanças dos moradores desse canto do Rio Grande do Sul, que talvez dessa vez as melhorias estruturais que a microrregião precisa estejam nos planos do  novo governo, pois somente assim, esses problemas pontuais, mas extremamente importantes para a o desenvolvimento da região, teriam alguma chance de ser solucionados.


Umas das alternativas seria utilizar a Rota do Yucumã como argumento, pois, mesmo estando distante de ser o atrativo que são outras regiões turísticas do estado, há uma grande expectativa de avanço por aqui nos próximos anos, alavancados pelas melhorias previstas para o Parque Estadual do Turvo e que melhorará a recepção dos turistas junto ao Salto do Yucumã.


Para qualquer pretensão de desenvolvimento que a microrregião tenha, a melhoria das estradas deve estar no topo da lista. É necessário que esse abandono de nossas rodovias, que vem de deteriorando governo após governo, receba um pouco de atenção, caso contrário, será difícil imaginar que em algum  momento está deixará de ser uma das regiões mais pobres do estado.


 

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