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26/10/2018 ás 10h49

Jonas Martins

Tenente Portela / RS

Exercício Físico e Saúde Óssea
Felizmente, este processo, embora inevitável, pode ser desacelerado.
Exercício Físico e Saúde Óssea

Os exercícios de alto grau de impacto são aqueles onde há saltos, pois o peso corporal se multiplica várias vezes na aterrisagem ao solo, como vôlei, ginástica olímpica, basquete e algumas atividades de academia. A seguir vêm os esportes com corridas em alta velocidade e de longa duração, como atletismo e futebol. Na natação e musculação não há impacto.


O sistema esquelético de nosso corpo pode responder à aplicação de cargas mecânicas na idade jovem desenvolvendo, em curto espaço de tempo, a massa e a força: este processo é conhecido por “modelagem”. A massa e a força de nossos ósseos alcançam os níveis máximos, normalmente, entre a segunda e a terceira décadas de vida.


Os ossos estão em constante remodelação, com células que têm a função de “destruir” o osso (osteoclastos), e aquelas com a função de remodelar o osso (osteoblastos). A carga, na medida certa, faz com que a remodelação óssea seja mais efetiva. Feito regularmente, esse exercício altera a massa óssea, favorecendo seu aumento na infância e adolescência, realizando a manutenção na quantidade e qualidade em adultos e a redução da perda óssea em idosos.


Depois disso, durante o processo de envelhecimento, o esqueleto começa a perder suas propriedades minerais, ou seja a densidade, o teor de minerais, a estrutura e a força. Isso provoca aumento do risco de osteoporose e fraturas.


Felizmente, este processo, embora inevitável, pode ser desacelerado. A função desempenhada pelo exercício físico na promoção da remodelagem óssea já é amplamente reconhecida. Praticar exercício limita e desacelera a desmineralização fisiológica que ocorre ao longo dos anos. Geralmente, as atividades que produzem forças de reação uma ou duas vezes o peso corporal são mais eficientes: em outras palavras, a caminhada e corrida são mais úteis que o ciclismo e a natação.


O início precoce da atividade física beneficia a saúde ósteo-metabólica. Quanto maior o acúmulo de exercício físico moderado e vigoroso, dos 5 aos 17 anos, mais elevada a massa óssea em colo de fêmur. Porém, toda atividade deve ter boa preparação e início gradativo. Sem um trabalho de fortalecimento e flexibilidade adequado e bem orientado, podem surgir contusões e/ou desgaste articular precoce. 


Desta forma, podemos concluir que o exercício físico é importante em qualquer idade, pois a qualidade do tecido ósseo na idade adulta e na idade avançada é influenciada pela otimização do crescimento esquelético na infância, adolescência e juventude. O treinamento com saltos, trabalhando força e potência, em particular, pode ser considerado um dos estímulos positivos mais importantes em termos de saúde óssea.


 

FONTE: Jornal Província

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