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07/10/2018 ás 21h34 - atualizada em 09/10/2018 ás 14h39

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Emater-Ascar capacitará dezenas de famílias da Terra Indígena do Guarita
Cursos versam sobre fruticultura, avicultura e horticultura
Emater-Ascar capacitará dezenas de famílias da Terra Indígena do Guarita
Até o fim de 2019, mais de 300 famílias devem passar pela capacitação (Foto: Divulgação/Emater-Ascar)

Até o fim de 2019, cerca de 300 famílias indígenas da Terra do Guarita, entre os municípios de Tenente Portela e Redentora, passarão pela capacitação organizada pela Emater-Ascar dentro da terceira etapa do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, do governo federal. Os cursos abordarão temas ligados à fruticultura, avicultura e horticultura.


A abertura da capacitação aconteceu no último dia 19 de setembro na localidade de Irapuá e prosseguiu no dia 28 do mesmo mês nos setores indígenas de Linha Mó e Bananeiras, ambos em Redentora.


– Nós optamos por esses temas, avicultura, fruticultura e horta doméstica, porque foram as maiores demandas para a elaboração de projetos, então foram escolhidos estes temas para as capacitações técnicas – salientou a extensionista da Unidade Indígena (UIN) da Emater-Ascar, Karen Kelli Crespan. 


Capacitação:


O desafio para os extensionistas da Emater-Ascar é enxergar no local, o recurso que pode ajudar a multiplicar os alimentos. Galhos secos de árvores suspensos sobre os canteiros da horta também fazem sombra para as verduras e dispensam a compra da tela do tipo sombrite. A cinza do fogão, a lenha misturada com água e borrifada nas hortaliças repele a lagarta. Ao invés da ração comercial, as galinhas podem ser alimentadas com batata-doce, mandioca, moranga, milho e feijão, entre outros alimentos.


– O importante é chegar na comunidade e olhar a realidade e, a partir daí, fazer um trabalho adequado para essa realidade – destacou o engenheiro agrônomo da Emater-Ascar, Antônio Altíssimo.


O programa:


O Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais combina duas estratégias: oferecer serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) às famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 85,00; e fomento no valor de R$ 2.400,00, transferidos por meio do cartão do programa Bolsa Família, para elaboração de projetos produtivos.


Além de elaborar o projeto técnico, os extensionistas da Unidade Indígena (UIN) acompanham sua execução. – As atividades buscam a promoção da segurança e soberania alimentar, a geração de renda e também a inclusão social e produtiva destas famílias – explicou a coordenadora regional do Programa Fomento, Isabel Robaert de Souza. 


No estado:


No Rio Grande do Sul, a Emater-Ascar atende 4.221 famílias indígenas, das etnias Kaingang, Guarani e Charrua, em 54 municípios.

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